O café arábica encerra a sessão em leve baixa, enquanto o robusta mantém seus ganhos; o avanço da colheita e as previsões de chuvas permanecem no foco dos investidores.
Os preços do café fecharam a sessão desta segunda-feira (8) com movimentos variados nas bolsas internacionais. Enquanto os contratos de arábica apresentaram leves quedas em Nova Iorque, o robusta subiu em Londres, em um mercado que continua monitorando o ritmo da colheita brasileira e as condições climáticas para os próximos dias.
O contrato julho/26 do café arábica foi encerrado a 245,90 cents/lb, com uma redução de 60 pontos. O setembro/26 caiu 45 pontos, finalizando a sessão a 241,65 cents/lb, enquanto o dezembro/26 teve uma baixa de 50 pontos, fechando a 234,35 cents/lb.
No mercado do robusta, o contrato julho/26 subiu US$ 17, terminando o dia a US$ 3.333 por tonelada. O setembro/26 aumentou US$ 27, chegando a US$ 3.260 por tonelada, enquanto o novembro/26 ganhou US$ 25, encerrando a US$ 3.189 por tonelada.
O mercado permanece pressionado pela colheita brasileira, que aumenta gradualmente a oferta de café novo. As projeções de uma safra elevada em 2026/27 continuam sendo um dos principais fatores de baixa para os preços, especialmente após as recentes estimativas que indicam uma produção próxima a níveis recordes no Brasil.
Por outro lado, as quedas encontraram suporte na disponibilidade ainda limitada de café físico em algumas regiões produtoras. A comercialização segue de forma seletiva, com os produtores adotando uma postura cautelosa diante dos preços atuais, o que impede uma pressão maior sobre o mercado.
As condições climáticas também continuam a ser monitoradas pelos operadores. Segundo previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as áreas produtoras de café do Sudeste devem receber chuvas ao longo desta semana, principalmente entre Minas Gerais e São Paulo. As precipitações podem causar interrupções pontuais na colheita e na secagem dos grãos, mas, por ora, não há indícios de frio intenso ou geadas que possam prejudicar as lavouras.
Além do cenário brasileiro, os investidores estão avaliando a dinâmica da oferta global. Embora as expectativas de produção tenham aumentado, os estoques permanecem relativamente ajustados em países produtores importantes, o que ajuda a evitar movimentos de queda mais acentuados nas bolsas internacionais.
Assim, o mercado fechou o dia sem uma direção clara, equilibrando a pressão do início da nova safra brasileira com a atenção voltada para o clima e a disponibilidade física de café nos principais mercados consumidores.



















