Os preços do café fecharam em queda na sessão desta sexta-feira (12), com o robusta atingindo sua menor cotação em 2 meses em Londres.
De acordo com o Barchart, a expectativa de uma oferta maior de café está pressionando os preços, após a Conab revisar para cima sua estimativa de produção total no Brasil para 2025 em 2,4%, alcançando 56,54 milhões de sacas, em comparação à estimativa de setembro, que era de 55,20 milhões de sacas. Para o robusta, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações do país em novembro cresceram 39% em relação ao ano anterior, e que as exportações acumuladas de janeiro a novembro aumentaram 14,8% no comparativo anual.
Informações do portal internacional Bloomberg ressaltam que, durante o auge da colheita no Vietnã, a principal área produtora do país, situada no Planalto Central, deverá enfrentar pancadas isoladas de chuva, com níveis que devem ficar próximos ou ligeiramente abaixo da média até 20 de dezembro.
Um relatório da Hedgepoint Global Markets divulgado hoje projeta a safra brasileira de café para 2026/27 entre 71 e 74,4 milhões de sacas. De acordo com as estimativas da empresa, a produção de arábica está inicialmente prevista entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas, enquanto a produção de conilon é estimada entre 24,6 e 25,4 milhões de sacas. “As chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon apresentou bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras, embora o volume deva ficar abaixo do pico da safra 2025/26”, completou o relatório.
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Segundo o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, José Matiello, após boas floradas, as lavouras brasileiras entram em um período crítico para o enchimento dos grãos de café, necessitando de condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento completo da produtividade e qualidade da próxima safra.
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O robusta encerrou o dia com uma queda de US$ 84, cotado a US$ 4,128/tonelada no vencimento de janeiro/26, uma redução de US$ 108 com a negociação em US$ 4,007/tonelada no de março/26, e uma perda de US$ 102, com o valor de US$ 3,941/tonelada no de maio/26.
Por sua vez, o arábica registrou uma queda de 825 pontos, cotando 397,20 cents/lbp no de dezembro/25, uma redução de 690 pontos, com valor de 369,30 cents/lbp no de março/26, e uma baixa de 555 pontos, negociado a 353,35 cents/lbp no de maio/26.
Mercado Interno
Nas regiões monitoradas pelo NA, o Café Arábica Tipo 6 apresentou uma diminuição de 2,50% em Machado/MG, sendo cotado a R$ 2.340,00/saca, e uma queda de 2,08% em Araguari/MG e Franca/SP, com negociação a R$ 2.350,00/saca. O Cereja Descascado, por sua vez, encerrou com um recuo de 1,68% em Guaxupé/MG, cotado a R$ 2.343,00/saca, e uma perda de 1,23% em Varginha/MG, com valor de R$ 2.400,00/saca.










