Na manhã desta terça-feira (23), os preços do café robusta apresentaram expressivos ganhos em Londres, alcançando uma alta superior a 2% nos contratos futuros mais próximos por volta das 9h30 (horário de Brasília).
Segundo informações da Reuters, a combinação de aumento na oferta e condições climáticas favoráveis para a colheita e secagem das cerejas levou a uma queda nos preços do robusta no mercado interno do Vietnã, atingindo o menor patamar desde março do ano passado. Nesse contexto, comerciantes locais relataram que os agricultores estão rejeitando as propostas de preços dos operadores, a ponto de estarem comprando de volta os suprimentos
para armazenamento, na expectativa de melhores preços para retomar as negociações.
Em 5 de dezembro, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã revelou que as exportações de café do país em novembro tiveram um aumento de 39% em comparação ao ano anterior, totalizando 88.000 toneladas. Além disso, as exportações de janeiro a novembro cresceram 14,8% em relação ao ano anterior, atingindo 1,398 milhão de toneladas.
Por outro lado, as cotações futuras do arábica continuam sob pressão devido ao clima no Brasil. De acordo com o Barchart, o Climatempo reportou que Minas Gerais, a principal região produtora de arábica do Brasil, recebeu 38,3 mm de chuva na semana encerrada em 19 de dezembro, o que representa 76% da média histórica.
Um relatório do Itaú BBA destaca que, se as previsões de chuvas adequadas para o primeiro trimestre de 2026 se concretizarem e garantirem um bom enchimento dos grãos, poderemos observar uma melhora na produção brasileira de arábica e um aumento do superávit entre produção e consumo global. Antes disso, a expectativa é de oferta e exportações brasileiras limitadas.
Perto das 9h30, o robusta operava com um ganho de US$ 120, cotado a US$ 3,986/tonelada no contrato de janeiro/26, um aumento de US$ 77, negociado a US$ 3,845/tonelada no contrato de março/26, e um avanço de US$ 70, cotado a US$ 3,778/tonelada no contrato de maio/26.
Em Nova Iorque, o arábica registrava uma alta de 320 pontos, alcançando 350,55 cents/lbp no vencimento de março/26, uma valorização de 355 pontos, cotado a 336,25 cents/lbp no contrato de maio/26, e um aumento de 330 pontos, alcançando 326,70 cents/lbp no contrato de julho/26.










