Os preços do café arábica apresentavam movimentação mista em Nova Iorque na manhã desta sexta-feira (26). Em virtude do feriado conhecido como “Boxing Day”, a bolsa de Londres não realiza operações hoje, retornando na próxima segunda-feira (29).
De acordo com o Barchart, os futuros do arábica estão sendo sustentados pelas inundações generalizadas na Indonésia, que podem reduzir as exportações do país em até 15% na safra de 2025/26, conforme informou o presidente da Associação de Exportadores e Indústria de Café da Indonésia. “As inundações impactaram cerca de um terço das fazendas de café arábica no norte de Sumatra nas últimas semanas, enquanto as plantações de robusta sofreram menos danos. A Indonésia é o terceiro maior produtor mundial de robusta”, acrescentou o portal.
As condições climáticas no Brasil também exercem pressão sobre o arábica. O Climatempo reportou que Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, recebeu 38,3 mm de chuva na semana encerrada em 19 de dezembro, o que corresponde a 76% da média histórica.
Um relatório do Itaú BBA destaca que, caso as previsões de chuvas adequadas para o primeiro trimestre de 2026 se confirmem e garantam um bom enchimento dos grãos, poderemos ver uma potencial melhora na produção brasileira de arábica e um aumento do superávit entre produção e consumo global. Antes disso, a expectativa é de oferta e exportações brasileiras limitadas.
Por volta das 10h (horário de Brasília), o arábica apresentava alta de 100 pontos, cotado a 346,15 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 30 pontos em relação a 331,15 cents/lbp no de maio/26, e uma queda de 10 pontos, valendo 322,60 cents/lbp no de julho/26.
Mesmo sem operações, o café robusta continua a monitorar a oferta do Vietnã. Em 5 de dezembro, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações de café do país em novembro tiveram um aumento de 39% em comparação ao ano anterior, alcançando 88.000 toneladas, e que as exportações de janeiro a novembro cresceram 14,8% em relação ao ano passado, totalizando 1,398 milhão de toneladas.
Conforme informações da Reuters, com o aumento da oferta e condições climáticas favoráveis para a colheita e secagem das cerejas em meio à baixa demanda, os preços do robusta no mercado interno do Vietnã caíram para seu nível mais baixo desde março do ano passado. Neste contexto, comerciantes locais relataram que os agricultores estariam rejeitando as ofertas de preços dos operadores, a ponto de estarem comprando de volta os suprimentos
para fins de armazenamento, aguardando melhores preços para retomar as negociações. “O Vietnã continuará a ser o único fornecedor de robusta até que a mini-colheita da Indonésia comece em abril do próximo ano. Espera-se que os preços aumentem quando os agricultores pararem de liberar os grãos”, afirmou um trader do cinturão do café à agência.
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