Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Exportações de café caem após tarifaço de Trump; ouça o comentário

Por que diversas marcas de café foram banidas em 2025? Compreenda o motivo.

O crescimento no número de marcas de café banidas em 2025 reflete um fortalecimento das ações de fiscalização, enquanto práticas fraudulentas no setor continuam a se proliferar, segundo afirmam auditores fiscais federais agropecuários. As irregularidades detectadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluem problemas de qualidade, riscos sanitários e rotulagem enganosa.
De acordo com Janus Pablo de Macedo, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), muitos produtos não cumpriram os padrões legais exigidos. “Foram encontrados níveis de micotoxinas acima do permitido, excesso de impurezas e até produtos que não correspondiam ao que estava descrito no rótulo”, afirma.
As micotoxinas, como a ocratoxina A, estão ligadas a falhas na secagem e no armazenamento dos grãos, representando um risco para a saúde. Também foram detectados casos de fraude, com a venda de produtos apresentados como café, mas feitos com resíduos e subprodutos de menor custo.
Leia mais:
Quais os alimentos mais fraudados em 2025 no Brasil? Veja a lista
Saiba o que é o ‘café fake’ proibido pela Anvisa e como identificar fraudes
Cafés impróprios para consumo: saiba como identificar e denunciar fraudes
Fiscalização e denúncias
Conforme Macedo, o aumento das proibições resulta da combinação entre práticas irregulares e uma fiscalização mais rigorosa. “O trabalho dos auditores foi intensificado, com ações fundamentadas em análise de risco, além do suporte das denúncias feitas por consumidores e entidades do setor”, diz. As fiscalizações incluem a coleta de amostras, inspeções em fábricas, análises laboratoriais e verificação da rotulagem.
O que dizem dados oficiais
Um levantamento do Mapa ao longo de 2025 indica que, no café em grão cru, foram identificadas fraudes relacionadas à baixa qualidade e à presença de impurezas acima do limite legal. Nesse segmento, 68 toneladas foram apreendidas.
Já no café torrado e moído, as irregularidades envolveram o uso de ingredientes impróprios para consumo humano, como palha de café, milho e resíduos de açaí. No total, 36 toneladas de produtos foram retiradas do mercado.
Irregularidades mais comuns
Entre os principais problemas encontrados estão falhas nas boas práticas de fabricação, uso de matéria-prima inadequada, ausência de controle de contaminação e rotulagem que induz o consumidor ao erro. “Em alguns casos, o consumidor acredita estar comprando café puro, quando o produto não atende a essa definição”, destaca Macedo.
Orientação ao consumidor
A recomendação dos órgãos de fiscalização é que o consumidor evite produtos classificados como impróprios para consumo humano e fique atento aos alertas de risco oficiais divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Caso um produto irregular ainda esteja à venda, a recomendação é formalizar a denúncia aos órgãos competentes. Se o item já tiver sido adquirido, o consumo deve ser imediatamente interrompido”, afirma o presidente do Anffa.
Além disso, é possível verificar se a empresa torrefadora possui registro ativo no sistema público do Mapa, um procedimento que contribui para a rastreabilidade e para a segurança sanitária na escolha do produto.

Fonte Original

Facebook
WhatsApp
Email

Assine nossa Newsletter

Receba novidades e atualizações do mercado de café direto no seu e-mail!