Os contratos futuros de café encerraram a sexta-feira (16) com preços em baixa na Bolsa de Nova York, especialmente para o arábica. Os principais contratos apresentaram quedas de quase 1% – ou de 280 a 290 pontos – com o março fechando a 355,30 cents de dólar por libra-peso e o maio a 337,50.
O mercado, assim como outras commodities, enfrentou uma semana de grande volatilidade. Na sessão anterior, os preços atingiram suas máximas em um mês, refletindo preocupações com as condições climáticas no Brasil. Assim, o dia foi marcado por ajustes e realização de lucros, mas mantendo a atenção nos fundamentos.
Contudo, as previsões climáticas continuam a indicar chuvas significativas para o sudeste brasileiro nos próximos dias, com volumes bastante intensos. As regiões Sul e Sudeste devem ter um fim de semana marcado por chuvas fortes, ventos intensos e tempestades a partir deste sábado (17). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a passagem de sistemas frontais aumenta o risco de granizo e de problemas pontuais, especialmente em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
Na Bolsa de Londres, os preços do robusta fecharam em território misto, com as primeiras posições apresentando perdas de US$ 3,00 a US$ 8,00 por tonelada, resultando em março a US$ 4000,00/t e maio a US$ 3925,00.
Além dos ajustes e alinhamentos de posições, o mercado continua a monitorar a oferta do Vietnã, especialmente em relação ao movimento das exportações. “O expressivo aumento nas exportações de café do Vietnã, maior produtor mundial de robusta, pressiona os preços do café. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou na última segunda-feira que as exportações de café do país para 2025 aumentaram 17,5% em comparação ao ano anterior, totalizando 1,58 milhão de toneladas”, relata o portal internacional Barchart.
MERCADO BRASILEIRO
No mercado físico brasileiro, a semana também foi marcada por volatilidade nas cotações, mas os negócios continuam tímidos e pontuais.
“No mercado físico brasileiro, os compradores mantiveram suas bases de preços e não houve interesse por parte dos produtores em vender. Não há disposição de venda nas bases oferecidas pelos compradores. Contudo, há um grande interesse de compra para todos os padrões de café”, afirma Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.
Entre as principais praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, o cereja descascado teve baixas de 0,8% a 0,9%, resultando em uma referência de R$ 2223,00 em Guaxupé e R$ 2300,00 nos Campos Gerais por saca.










