Os preços do café começaram o ano de 2025 em níveis inéditos no mercado brasileiro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores médios das variedades arábica e canéfora alcançaram os maiores patamares reais desde o início do monitoramento da entidade, que se estende por mais de duas décadas. O levantamento revelou que o arábica ultrapassou a média de R$ 2.560 por saca, enquanto o canéfora superou a marca histórica de R$ 2.000.
O impacto do clima nos preços do café
A alta nos preços do café foi motivada por uma série de fatores climáticos desfavoráveis no Brasil. Após o primeiro trimestre, o calor intenso e a falta de chuvas prejudicaram o desenvolvimento dos grãos nas principais regiões produtoras. Essa queda na produtividade frustrou as expectativas de uma safra recorde, diminuindo a disponibilidade de café para exportação e mantendo a oferta interna limitada. O mercado global continua com estoques ajustados.
Cenário internacional e estoques baixos
Além dos desafios internos, o mercado global ajudou a manter os preços elevados:
- Estoques Mundiais: A colheita brasileira não foi suficiente para reabastecer os estoques globais, que permanecem em níveis críticos.
- Vietnã: Incertezas sobre a produção de robusta no país asiático, o maior produtor mundial dessa variedade, aumentaram a pressão sobre os preços internacionais.
- Resiliência das Cotações: Com exceção de um breve alívio em julho, devido ao pico da colheita, os preços do arábica mantiveram-se acima de R$ 2.000 por saca durante quase todo o ano.
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