O mercado de café continua sob pressão nas bolsas internacionais nesta terça-feira (3), com o arábica na Bolsa de Nova York apresentando quedas superiores a 3% nas principais posições. Por volta das 13h55 (horário de Brasília), o contrato de março estava cotado a 319,40 cents de dólar por libra-peso, uma queda de 4,16%, enquanto o contrato de julho era negociado a US$ 297,50 cents, com um recuo de 3,6%.
As condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil estão impactando o mercado internacional. As previsões apontam para chuvas intensas no sudeste do Brasil, pelo menos durante os primeiros 10 dias de fevereiro.
Um relatório do Itaú BBA ressalta que, nos próximos meses, os preços devem continuar vulneráveis às oscilações climáticas. “O desenvolvimento climático no Brasil deve permanecer no foco do mercado, pois este período é crucial para a granação”, acrescentou o documento.
De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, as chuvas que começaram a intensificar-se na segunda quinzena deste mês nas regiões produtoras de café do Brasil levaram diversos traders e consultorias a projetar estimativas de produção entre 70 e 76 milhões de sacas para a safra de 2026. “Esses números estão significativamente acima das previsões de agrônomos brasileiros especializados em café. Eles afirmam que é prematuro definir esses números, mas que, se as chuvas persistirem durante fevereiro e março, poderemos ter uma produção superior à da atual safra de 2025, embora ainda aquém desses números projetados pelos traders”, enfatizou o documento.
Informações da Reuters indicam que as exportações de grãos de robusta de Sumatra pela Indonésia em dezembro aumentaram 52% em comparação ao ano anterior. A Indonésia é o terceiro maior produtor mundial de café robusta. Além disso, o aumento significativo das exportações do Vietnã também pressiona os preços da variedade em Londres. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou em 5 de janeiro que os embarques de café do país para 2025 tiveram um crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior, alcançando 1,58 milhão de toneladas.
Na tarde desta terça-feira, as perdas do robusta na Bolsa de Londres ultrapassavam 5% nos principais contratos. O contrato de março estava avaliado em US$ 3810,00 por tonelada, enquanto o de maio era cotado a US$ 3719,00.











