A previsão para a safra de café do Brasil em 2026/27 foi anunciada nesta quarta-feira, estimando 69,3 milhões de sacas de 60kg, um aumento de 10,1% em relação à safra anterior, de acordo com o relatório do banco Itaú BBA.
“Após anos consecutivos enfrentando condições climáticas extremas, as expectativas para a temporada 2026/27 sinalizam um cenário mais propício para a produção de café arábica”, comentou o banco de investimento.
Dentro da produção total prevista para este ano, a safra de arábica deverá atingir 44,8 milhões de sacas, representando um crescimento de 18% em comparação ao ano anterior, enquanto a produção de canéfora (robusta e conilon) foi estimada em 24,5 milhões de sacas, mostrando uma queda de 2% em relação ao ciclo passado.
“Apesar de as chuvas continuarem abaixo da média em 2025, as temperaturas mais amenas durante o período pré-florada favoreceram o pegamento e sustentam a expectativa de recuperação do arábica em 2026/27; o robusta também tem apresentado um bom desempenho no Espírito Santo e na Bahia”, acrescentou o Itaú BBA.
Embora haja um crescimento, a estimativa do banco para o maior produtor e exportador mundial de café sugere que a safra ficará abaixo do recorde de 2020/21, quando o país colheu 69,9 milhões de sacas.
O Itaú BBA indicou um aumento de 12% nas exportações de café para o período 2026/27 (julho/junho), prevendo 45,6 milhões de sacas.
O consumo no Brasil, que é o segundo maior consumidor após os Estados Unidos, foi estimado em 22,3 milhões de sacas, mantendo-se estável em relação ao ciclo anterior.
Consequentemente, os estoques finais devem quadruplicar para 2 milhões de sacas, embora ainda estejam abaixo dos níveis registrados em anos anteriores, já que as safras recentes ficaram aquém do potencial, reduzindo os volumes armazenados.
Em 2022/23, o Brasil chegou a ter estoques finais de 4,6 milhões de sacas.
O Itaú BBA observou que os estoques baixos antes da nova safra mantêm o mercado “sensível ao clima até que a temporada 2026/27 seja confirmada”.
“A previsão de uma produção maior deve limitar as altas, reforçando a necessidade de proteção e gestão de riscos.”











