Os preços do café continuaram em queda nesta terça-feira (10), encerrando o pregão com NY apresentando uma desvalorização de 1,07% e o robusta com uma queda de 2,31% nos futuros mais próximos em Londres. De acordo com o Barchart, o aumento das chuvas no Brasil e a previsão de uma safra recorde no país continuam a impactar o mercado futuro.
O Climatempo informou que Minas Gerais, a principal região produtora de arábica do Brasil, recebeu 72,6 mm de chuva na semana que terminou em 6 de fevereiro, o que representa 113% da média histórica.
Dados divulgados na última quinta-feira (05) pela Conab indicam que a produção brasileira
em 2026 deve aumentar 17,2% em relação ao ano anterior, alcançando o recorde de 66,2 milhões de sacas. A produção de arábica deve registrar um crescimento de 23,2%, totalizando 44,1 milhões de sacas, enquanto a de robusta aumenta 6,3% em relação ao ano anterior, alcançando 22,1 milhões de sacas.
Segundo o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, essa movimentação atual reflete a percepção do mercado de que, apesar dos estoques
ainda estarem apertados e concentrados em poucas origens, a entrada do grão do Vietnã (que em janeiro de 2026 exportou entre 3,40-3,70 milhões de sacas) indica que o mundo não enfrentará problemas de abastecimento no curto prazo, até a chegada da próxima safra brasileira 26/27 (que começará no final de abril de 2026).
Um relatório do Itaú BBA ressalta que os baixos estoques mantêm o mercado sensível ao clima até a confirmação da temporada 2026/27. “A projeção de maior produção deve limitar altas, reforçando a necessidade de proteção e gestão de riscos”, conclui o documento.
A bolsa de NY encerrou o dia com uma queda de 565 pontos, registrando 294,20 cents/lbp no contrato de março/26, uma baixa de 315 pontos, sendo negociado a 290,70 cents/lbp no de maio/26, e uma perda de 320 pontos, com o valor de 285,40 cents/lbp no de julho/26.
O robusta, por sua vez, fechou com uma queda de US$ 91, cotado a US$ 3,743/tonelada no vencimento de março/26, uma desvalorização de US$ 87, negociado a US$ 3,683/tonelada no de maio/26, e uma diminuição de US$ 86, com o valor de US$ 3,592/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro, as áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas encerraram a sessão com resultados mistos. O Café Arábica Tipo 6 apresentou uma queda de 1,05% em Guaxupé/MG, com valor de R$ 1.889,00/saca, uma diminuição de 0,54% em Campos Gerais/MG, sendo negociado a R$ 1.835,00/saca, e um aumento de 2,31% em Machado/MG, com valor de R$ 1.770,00/saca. O Cereja Descascado apresentou uma redução de 1,03% em Guaxupé/MG, cotado a R$ 1.926,00/saca, e uma perda de 0,52% em Campos Gerais/MG, com valor de R$ 1.895,00/saca.











