Impulsionados pelas recentes projeções que sugerem uma safra brasileira mais robusta em 2026, favorecida por condições climáticas propícias para a maturação e pegamento dos frutos, os preços do café experimentam fortes variações e apresentavam movimentos opostos nas bolsas internacionais na manhã desta quarta-feira (11).
As informações divulgadas na última quinta-feira (05) pela Conab indicam que a produção brasileira em 2026 deverá aumentar 17,2% em comparação ao ano anterior, alcançando um recorde de 66,2 milhões de sacas. A produção de arábica deverá registrar um crescimento de 23,2%, totalizando 44,1 milhões de sacas, enquanto a produção de robusta deve aumentar 6,3% em relação ao ano anterior, chegando a 22,1 milhões de sacas.
No entanto, especialistas alertam que, apesar das primeiras previsões apontarem para um cenário otimista, fatores climáticos e a recomposição dos estoques continuam a ser desafios. Segundo Haroldo Bonfá, analista de mercado e diretor da Pharos Consultoria, o Brasil teve uma safra 25/26 estimada em cerca de 62 milhões de sacas, com o consumo interno em torno de 22 milhões e as exportações em aproximadamente 39 milhões, resultando em um estoque de passagem de apenas 2 milhões de sacas. “É importante lembrar que começamos a safra anterior com um estoque de passagem zerado”, ressalta o analista.
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De acordo com Marcelo Moreira, analista de mercado da Archer Consulting, a movimentação atual reflete a percepção do mercado de que, embora os estoques ainda sejam limitados e concentrados em poucas origens, a entrada do grão do Vietnã (que exportou entre 3,40-3,70 milhões de sacas em janeiro de 2026) garante que o mundo não enfrentará problemas de abastecimento no curto prazo, até a chegada da próxima safra brasileira 26/27, que se iniciará no final de abril de 2026.
Perto das 9h40 (horário de Brasília), o arábica apresentava alta de 40 pontos, alcançando o valor de 294,60 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 100 pontos negociado a 291,70 cents/lbp no de maio/26, e um ganho de 110 pontos, cotado a 286,50 cents/lbp no de julho/26.
O robusta, por sua vez, registrava uma queda de US$ 20, com o valor de US$ 3,723/tonelada no contrato de março/26, uma baixa de US$ 21, cotado a US$ 3,662/tonelada no de maio/26, e uma desvalorização de US$ 18, alcançando US$ 3,574/tonelada no de julho/26.









