Os preços do café encerram a sessão desta quarta-feira (11) com leves ganhos, impulsionados pela valorização do real, que alcançou a maior cotação em 1,5 semana,
resultando no fechamento de posições vendidas nos contratos futuros e desencorajando as exportações dos cafeicultores brasileiros, conforme indica o Barchart.
As previsões da Conab, que apontam para uma safra recorde brasileira em 2026, juntamente com o clima mais favorável nas principais regiões produtoras do país, têm desencadeado nos últimos dias uma desvalorização dos futuros do café. No entanto, especialistas afirmam que, apesar das primeiras estimativas sugerirem um cenário otimista, o clima e a recomposição dos estoques globais ainda são desafios significativos, que devem causar volatilidade nos preços.
Leia mais:
O Climatempo informou na segunda-feira (09) que Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, recebeu 72,6 mm de chuva na semana encerrada em 6 de fevereiro, o que representa 113% da média histórica.
Em Nova York, o arábica finaliza com um ganho de 60 pontos, cotado a 294,80 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 215 pontos, alcançando 292,85 cents/lbp no de maio/26, e uma valorização de 370 pontos, negociado a 289,10 cents/lbp no de julho/26.
O robusta apresenta um ganho de US$ 16, alcançando US$ 3,759/tonelada no contrato de março/26, e um avanço de US$ 9 nos contratos de maio/26 e julho/26, cotados a US$ 3,692/tonelada e US$ 3,601/tonelada, respectivamente.
Mercado Interno
O mercado físico brasileiro teve um dia de pouca movimentação nas praças acompanhadas pelo Notícias Agrícolas. O Café Arábica Tipo 6 registra uma alta de 1,05% em Varginha/MG, com valor de R$ 1.920,00/saca, e um aumento de 1,06% em Guaxupé/MG. O Cereja Descascado apresenta uma valorização de 1,04% em Guaxupé/MG, cotado a R$ 1.946,00/saca, e uma alta de 0,76%, alcançando R$ 1.985,00/saca.









