Os preços do café encerraram a sessão desta quinta-feira (12) com expressivos ganhos nas bolsas internacionais. O mercado passou por um movimento técnico de ajustes e correções, após acumular perdas significativas nas últimas sessões, refletindo fundamentos que ainda se mantêm baixistas para os futuros, tanto do arábica quanto do conilon.
A bolsa de Nova York finalizou a sessão com 485 pontos de alta, alcançando 299,65 cents/lbp no vencimento de março/26, e registrou um ganho de 460 pontos para maio/26 e julho/26, que foram negociados a 297,45 cents/lbp e 293,70 cents/lbp, respectivamente. No mercado do robusta, houve uma valorização de US$ 76 por tonelada, levando o preço do março para US$ 3,835/t; um aumento de US$ 73 no maio, que fechou a US$ 3,765/tonelada, e de US$ 76, totalizando US$ 3,677/tonelada no julho/26.
O realinhamento das posições ocorreu após os preços terem testado suas mínimas em meses, especialmente no caso do arábica negociado na Bolsa de Nova York, já que os futuros continuam pressionados pela previsão de uma safra recorde brasileira em 2026 e pelas condições climáticas mais favoráveis nos últimos dias, durante o período de enchimento dos grãos.
O Climatempo informou na segunda-feira (09) que Minas Gerais, a principal região produtora de arábica do Brasil, recebeu 72,6 mm de chuva na semana encerrada em 6 de fevereiro, o que representa 113% da média histórica.
No dia 5 de fevereiro, a Conab anunciou que a produção brasileira em 2026 deverá aumentar 17,2% em comparação ao ano anterior, alcançando o recorde de 66,2 milhões de sacas, com a produção de arábica apresentando um crescimento de 23,2%, totalizando 44,1 milhões de sacas, e a de robusta aumentando 6,3% em relação ao ano anterior, para 22,1 milhões de sacas.
Além disso, segundo informações do portal internacional Barchart, a desvalorização do dólar – apesar da leve alta desta quinta-feira – também tem exercido pressão sobre as cotações, uma vez que desestimula as exportações dos cafeicultores brasileiros e incentiva o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros.
Durante o dia, a moeda americana chegou a testar os R$ 5,15 – renovando suas mínimas, mas voltou a subir no final da tarde, fechando em R$ 5,20, acompanhando o movimento externo da divisa.
Mercado Interno
Conforme o boletim do Escritório Carvalhaes, os produtores brasileiros continuam cautelosos nas transações do mercado físico. Há interesse por parte dos compradores, mas as bases de preços oferecidas têm dificultado uma melhor liquidez.
As áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas acompanharam os ganhos de NY. O Café Arábica Tipo 6 fechou com alta de 2,82% em Machado/MG, cotado a R$ 1.820,00/saca, um aumento de 3,16% em Franca/SP, negociado por R$ 1.960,00/saca, e uma valorização de 2,56% em Araguari/MG, com o preço de R$ 2.000,00/saca. Já o Cereja Descascado registrou um ganho de 1,76% em Campos Gerais/MG, com valor de R$ 1.915,00/saca, e um avanço de 1,54% em Guaxupé/MG, cotado a R$ 1.976,00/saca.










