O mercado fecha de forma mista, com operadores atentos às previsões da Conab e às análises de consultorias sobre o aumento da oferta em 2026
O mercado futuro do café terminou a sessão desta quarta-feira, 1º de abril de 2026, com um desempenho misto nas bolsas internacionais. O arábica sofreu leve pressão nos principais vencimentos, enquanto o robusta teve alta, refletindo ajustes técnicos e uma percepção de melhoria no potencial produtivo do Brasil.
Na ICE Futures US, o contrato de arábica com vencimento em maio de 2026 fechou a 297,80 cents por libra peso, apresentando uma queda de 0,55 pontos. O contrato de julho de 2026 encerrou a sessão a 291,25 cents, com uma leve alta de 0,45 pontos. Por sua vez, o setembro de 2026 terminou o dia estável em 278,10 cents.
Em Londres, o robusta teve valorização. O contrato para maio/26 fechou a 3.521 dólares por tonelada, com um ganho de 28 pontos. O julho/26 avançou 23 pontos, encerrando a 3.428 dólares por tonelada, enquanto o setembro/26 subiu 18 pontos, fechando a 3.358 dólares por tonelada.
A pressão sobre o arábica se dá em meio a uma melhora nas perspectivas para a safra brasileira. Projeções mencionadas por analistas, baseadas em estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, indicam um aumento na produção brasileira de café em 2026, com recuperação após um ciclo de bienalidade negativa. Esse cenário amplia a expectativa de oferta global e limita movimentos mais intensos de alta nos preços.
Consultorias como StoneX e Pine Agronegócios também avaliam que a safra brasileira 2026/27 deve apresentar um crescimento significativo, sustentada por condições climáticas mais favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras. De acordo com essas análises, a maior disponibilidade esperada no Brasil tende a ser um fator de pressão para o arábica no curto prazo.
Simultaneamente, o robusta encontrou suporte em ajustes técnicos e na dinâmica de curto prazo da oferta. Apesar da expectativa de entrada gradual da safra brasileira, o mercado continua a monitorar o ritmo de comercialização e a disponibilidade imediata, fatores que sustentaram os ganhos do dia.
Levantamentos recentes também indicam que o arábica teve uma reação ao longo de março, enquanto o robusta enfrentou um desempenho mais pressionado no período, contribuindo para movimentos técnicos de recomposição de posições neste início de abril, conforme avaliações de analistas do setor cafeeiro.
Para o produtor rural, o fechamento misto enfatiza a importância de um acompanhamento constante. A evolução da safra brasileira, o ritmo da colheita e as projeções de oferta permanecem como os principais direcionadores das cotações no curto prazo.











