A previsão global para o café indica que a oferta deverá exceder a demanda em 2026, com um superávit projetado de 10 milhões de sacas de 60kg, impulsionado por um aumento na produção em países como Brasil e Vietnã, conforme análise da StoneX divulgada nesta segunda-feira (06).
A estimativa aponta para uma produção total de 182,5 milhões de sacas, enquanto o consumo deve ser de 172,5 milhões, segundo dados da consultoria e corretora.
A elevação na produção mundial ocorre em um cenário de expectativa de uma safra recorde no Brasil, que é o maior produtor e exportador global.
O país deve colher 75,3 milhões de sacas na safra 2026/27, um aumento de 20,8% em relação ao ano anterior, beneficiado pela recuperação dos danos climáticos da safra anterior e pelo avanço estrutural da produção, especialmente do café robusta, afirmou a StoneX.
“O mercado inicia 2026 com uma perspectiva mais confortável em relação à oferta, mas ainda distante de um cenário de estabilidade”, comentou Leonardo Rossetti, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Ele destacou que a recuperação dos estoques ocorre de maneira desigual, uma vez que o aumento da produção está concentrado em algumas regiões, como o Brasil.
Outras áreas também estão contribuindo para o aumento da oferta. Na Ásia, a produção do Vietnã deve crescer quase 10%, após a recuperação de condições climáticas desfavoráveis.
No que diz respeito aos estoques, a expectativa é de uma “recuperação consistente”, segundo a StoneX.
O volume global de estoques deve aumentar de cerca de 38 milhões para mais de 48 milhões de sacas em 2026. No Brasil, as reservas podem crescer em cerca de 5 milhões de sacas em relação ao ano anterior, conforme a avaliação da consultoria.











