O preço do café arábica em Nova York caiu mais de 2%, enquanto o robusta também apresentou recuo em Londres após o feriado, em um mercado que ainda enfrenta a volatilidade global.
Na manhã desta terça-feira (07), o mercado do café arábica começou em queda na Bolsa de Nova York, refletindo um clima de cautela com a chegada da safra brasileira e ajustes técnicos após as recentes flutuações. O contrato para maio/2026 iniciou com cotação de 290,70 cents por libra-peso, apresentando uma baixa de 735 pontos, enquanto julho/2026 começou em 285,85 cents com um recuo de 655 pontos e setembro/2026 em 273,15 cents, com desvalorização de 620 pontos.
Na Bolsa de Londres, o café robusta também abriu o dia em queda, reforçando a tendência negativa do setor cafeeiro. O contrato maio/2026 começou cotado a 3.381 dólares por tonelada, com uma baixa de 67 pontos, enquanto julho/2026 iniciou em 3.282 dólares com um recuo de 64 pontos e setembro/2026 em 3.215 dólares por tonelada, com desvalorização de 70 pontos.
Esse movimento reflete um cenário em que os operadores estão ajustando suas expectativas para uma maior oferta, à medida que a colheita brasileira avança, enquanto o mercado ainda observa uma demanda firme no curto prazo. De acordo com uma análise recente publicada por um especialista no portal Investing.com, o mercado spot do arábica permanece sustentado no curto prazo, com negociações entre 1.900 e 2.100 reais por saca, embora já se percebam preços menores para entregas futuras com a chegada da nova safra.
Adicionalmente, especialistas indicam que a expectativa de uma produção mais favorável em 2026 limita a possibilidade de altas mais consistentes. Segundo análise de Leonardo Rossetti, da StoneX, o mercado global pode enfrentar um superávit de cerca de 10 milhões de sacas, o que tende a aliviar a pressão sobre os preços, embora a recomposição dos estoques ainda ocorra de maneira desigual, mantendo a volatilidade.
No campo, os produtores brasileiros permanecem atentos às condições climáticas e ao avanço da colheita. Recentes chuvas em áreas produtoras contribuíram para melhorar as perspectivas de oferta e reforçaram a tendência de ajuste nas cotações internacionais, um movimento já observado no início de 2026, quando o mercado entrou em uma fase de baixa apoiada pela melhora climática e pela expectativa de maior disponibilidade física.
O início do dia indica um mercado mais defensivo, com os contratos do arábica em queda e o setor monitorando de perto o clima nas lavouras brasileiras, o ritmo da colheita e os sinais de demanda internacional, fatores que devem continuar a influenciar o comportamento das cotações nas próximas sessões.
Fonte:
Notícias Agrícolas











