Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café abre a segunda-feira realizando lucros em Nova Iorque

Café tem alta no fechamento e mercado responde a ameaças na oferta mundial, porém…

A alta nas bolsas reflete a preocupação com a oferta, enquanto o produtor brasileiro mantém cautela na comercialização

O mercado futuro do café fechou esta segunda-feira, 20 de abril, com uma expressiva valorização nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação consistente após as perdas recentes. O aumento foi impulsionado por preocupações com possíveis interrupções na oferta global, mas o Brasil continua a ser o foco das decisões de mercado.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica teve um fechamento positivo. O contrato maio/26 terminou cotado a 292,20 cents/lb, com um ganho de 290 pontos. O julho/26 encerrou em 287,75 cents/lb, com uma valorização de 350 pontos. O setembro/26 fechou em 277,10 cents/lb, com alta de 415 pontos. O dezembro/26 encerrou em 269,55 cents/lb, com um avanço de 465 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também apresentou uma forte valorização. O contrato maio/26 fechou a US$ 3.482 por tonelada, com alta de 94 pontos. O julho/26 terminou em US$ 3.376 por tonelada, com um ganho de 113 pontos. O setembro/26 foi cotado a US$ 3.301 por tonelada, com uma valorização de 107 pontos. O novembro/26 encerrou em US$ 3.233 por tonelada, com alta de 95 pontos.

Esse movimento de alta foi sustentado por novas preocupações com a oferta global, especialmente diante de riscos logísticos e produtivos em regiões produtoras importantes. Esse cenário trouxe suporte às cotações, após o mercado ter recuado recentemente devido à pressão da safra brasileira.

Apesar disso, o Brasil continua sendo o principal fator na formação de preços. O avanço da colheita aumenta a disponibilidade no curto prazo, mas ainda não há uma entrada significativa de café no mercado físico, o que ajuda a limitar pressões mais intensas sobre os preços internos.

Conforme análises de mercado, o comportamento do produtor brasileiro tem sido crucial. Segundo o analista Jeremias Nascimento, a decisão de venda está diretamente ligada à margem e não apenas ao preço, o que explica o ritmo mais moderado de comercialização, mesmo em momentos de alta nas bolsas.

Além disso, fatores climáticos permanecem no radar. Relatórios indicam irregularidade nas chuvas em regiões produtoras no início de 2026, o que pode impactar o desenvolvimento das lavouras e mantém o mercado atento ao potencial produtivo.

No cenário interno, o fluxo de negócios continua seletivo. Há interesse por parte dos compradores, mas muitos produtores preferem segurar volumes, avaliando melhor as condições do mercado, câmbio e custos antes de avançar nas vendas.

O fechamento desta segunda-feira reforça um mercado ainda volátil, dividido entre fundamentos de curto e médio prazo. De um lado, as preocupações com a oferta global sustentam as cotações. Do outro, o avanço da safra brasileira continua a ser um fator de pressão.

A recuperação das bolsas pode abrir oportunidades, mas o cenário ainda exige cautela, uma vez que a entrada mais consistente da safra e as condições de mercado podem influenciar diretamente os preços nas próximas semanas.

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