Atualizado em: 29/05/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.420,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.130,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 910,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 940,00
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O Efeito El Niño na Safra de Café 26/27: Um Cenário de Extremos nas regiões...

O Impacto do El Niño na Colheita de Café 26/27: Um Panorama de Condições Extremas nas Regiões…

Falta de chuvas e altas temperaturas geram preocupação no Espírito Santo e na Bahia, que enfrentam uma probabilidade de 60% de perdas na produtividade.

O fenômeno El Niño pode trazer benefícios para as lavouras em São Paulo e no Sul de Minas, com chuvas acima da média e condições mais úmidas que favorecem o desenvolvimento inicial dos frutos. Contudo, esse evento climático também eleva as temperaturas e diminui os volumes de chuva no centro-norte de Minas, Espírito Santo e Bahia. Essas condições criam um cenário de estresse hídrico que ameaça a produtividade da safra.

Dados sobre a produtividade média do café arábica da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), referentes ao período de 1996 a 2025, mostram que, em anos de El Niño, o estado de São Paulo teve 60% de chance de produtividade acima da média (Tabela 01). Enquanto isso, no Espírito Santo e na Bahia, as altas temperaturas e a escassez de chuvas resultaram em 60% de probabilidade de perda na produtividade do grão.

“O fenômeno tem uma probabilidade de 82% de se estabelecer ao longo do segundo semestre de 2026, além de 96% de chance de persistir até, pelo menos, o início de 2027”, indicam as projeções climáticas do Centro de Previsão Climática Norte Americano (CPC/NOAA).

Se o fenômeno se confirmar no trimestre de outubro a dezembro (OND), o início da florada e a fixação dos frutos poderão ser afetados devido às temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média.

El Niño

O aquecimento contínuo do Oceano Pacífico pode resultar em um El Niño de intensidade moderada a forte entre o final do inverno e o início da primavera, alterando o padrão de chuvas no Brasil. Na prática, enquanto a Região Sul deverá receber um volume maior de chuvas, partes do Norte e do Nordeste enfrentarão o cenário inverso, com uma queda significativa nas precipitações nos próximos meses.

Em nota técnica, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) destacou que, em abril e maio, as previsões para o El Niño ainda apresentam menor confiabilidade. No entanto, a partir de junho, será possível realizar uma avaliação mais precisa sobre a evolução e a intensidade do fenômeno.

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