Atualizado em: 02/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.380,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.130,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 910,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 940,00
Atualizado em: 02/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.380,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.130,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 910,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 940,00
Café fecha nas mínimas em 19 meses com perdas de mais de 2% em NY nesta 5ª

Café atinge menor nível em 19 meses, com queda superior a 2% em Nova York nesta quinta-feira.

A quinta-feira terminou com quedas significativas superiores a 2% nos preços do café arábica na Bolsa de Nova Iorque. Os contratos mais negociados encerraram o dia com desvalorização entre 2% e 2,3%, com o julho cotado a 247,35 cents de dólar por libra-peso, enquanto o dezembro ficou em 235,45 cents/lb.

Com a queda nesta sessão, os preços testam suas mínimas em 19 meses no mercado futuro norte-americano, enquanto o robusta também registrou perdas na Bolsa de Londres, atingindo seus menores valores em sete semanas.

O avanço rápido da colheita no Brasil e as previsões de uma oferta global abundante são os principais fatores que impactam as negociações, apesar de alguns problemas pontuais observados na safra brasileira nos últimos dias.

O clima predominantemente seco e quente nas principais regiões produtoras do Brasil tem favorecido o progresso dos trabalhos nos cafezais, garantindo a entrada do grão novo no mercado e pressionando os preços. Os vencimentos mais distantes estão ainda mais baixos.

Os dados continuam indicando uma safra recorde no Brasil nos relatórios oficiais; no entanto, ainda existem divergências sobre o volume da oferta entre especialistas e produtores, especialmente quanto à safra do arábica.

“Embora os estoques certificados globais continuem em níveis historicamente baixos, analistas do mercado alertam que, a menos que ocorra um evento climático extremo nas próximas semanas na América do Sul, a tendência é que o mercado internacional ajuste os preços para patamares mais baixos, consolidando uma transição para uma fase de maior oferta global”, afirmam analistas e consultores internacionais.

O mercado físico brasileiro reflete a queda externa, operando em um ritmo lento, com negócios apenas pontuais nos últimos dias.

“O mercado físico brasileiro de arábica permanece tranquilo, praticamente inativo. Os cafeicultores que ainda possuem lotes de café arábica da safra atual, 2025/2026, hesitam em vender nos preços oferecidos pelos compradores, mas alguns negócios ocorrem diariamente”, explicou o consultor de mercado Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.


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