O café arábica enfrentou uma significativa queda em seu valor durante o mês de maio, alcançando a média mensal mais baixa desde outubro de 2004, em termos reais. De acordo com os pesquisadores do Cepea, essa pressão se deve ao avanço da colheita da safra 2026/27 no Brasil, que, vale destacar, deve resultar em uma produção recorde.
No mês de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, na capital paulista, apresentou uma média de R$ 1.653,92/saca de 60 kg, com uma queda de R$ 157,95/saca (ou -8,7%) em relação a abril (R$ 1.811,87/saca). Essa é a menor média mensal desde outubro de 2024 (quando foi de R$ 1.490,14/saca), considerando valores ajustados pela inflação (deflacionados pelo IGP-DI de abril de 2026). Durante o mês, o Indicador registrou os menores valores diários desde novembro de 2024, também em termos reais.
No campo, conforme os pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 tem avançado de forma um pouco mais lenta, com os grãos ainda em diferentes estágios de maturação e o clima (chuvas esparsas) dificultando o progresso das atividades ao longo do mês.
O Centro de Pesquisas ressalta que a recente chuva de granizo no Sul de Minas Gerais, especialmente nas áreas de Boa Esperança e Ilicínea, tem gerado preocupações entre os produtores, que ainda estão avaliando os danos. Contudo, com a diminuição das chuvas nos últimos dias, as atividades voltaram a se intensificar em praticamente todas as regiões.



















