O progresso da colheita no Brasil, as previsões de uma produção recorde e a expectativa de uma oferta global maior mantiveram os contratos de café arábica e robusta sob pressão nesta sexta-feira.
O mercado de café encerrou esta sexta-feira (5) com perdas moderadas nas bolsas internacionais. A pressão continua a ser gerada pelo avanço da colheita no Brasil e pelas previsões cada vez mais otimistas para a oferta nacional nos próximos meses.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato de julho/26 do café arábica fechou cotado a 246,70 centavos de dólar por libra-peso, com uma queda de 65 pontos. O contrato de setembro/26 terminou a 242,45 centavos, recuando 30 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a sessão em 235,20 centavos, uma perda de 50 pontos.
Em Londres, o café robusta também apresentou perdas. O contrato de julho/26 fechou a US$ 3.316 por tonelada, com uma baixa de 36 pontos. O setembro/26 encerrou a US$ 3.233 por tonelada, com um recuo de 37 pontos, e o novembro/26 fechou a US$ 3.164 por tonelada, uma perda de 32 pontos.
O mercado continua ajustando suas posições devido ao avanço da colheita brasileira. Segundo a consultoria Safras & Mercado, os trabalhos no campo estão progredindo, embora em um ritmo ligeiramente abaixo da média histórica em algumas regiões. Apesar disso, a expectativa é de uma safra volumosa, o que aumenta a percepção de oferta e limita as possibilidades de recuperação nos preços.
Outro ponto de atenção para os operadores é a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estima uma safra brasileira recorde de 71,9 milhões de sacas em 2026/27, com aumento na produção de arábica e crescimento nas exportações brasileiras.
A valorização do dólar em relação ao real deu algum suporte ao mercado, mas não foi suficiente para neutralizar a pressão provocada pelo avanço da colheita e pelas previsões de grande oferta de café no Brasil.
Apesar das perdas registradas nesta sessão, o mercado continua atento ao andamento da colheita, ao ritmo das exportações e às condições climáticas que podem impactar o desenvolvimento da próxima safra. Mesmo com as previsões de produção elevada, os agentes do setor seguem monitorando os estoques globais historicamente baixos e os possíveis impactos climáticos sobre a safra 2026/27.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas



















