BOGOTÁ, 5 de junho (Reuters) – A produção de café na Colômbia, principal fornecedor mundial de grãos arábica lavado, cresceu 29% em comparação ao ano anterior no mês de maio, totalizando 1,05 milhão de sacas de 60 kg, encerrando uma sequência de sete quedas mensais consecutivas devido às chuvas nas principais regiões de cultivo, conforme informou a Federação Nacional dos Cafeicultores na última sexta-feira.
A produção de maio superou as 819.000 sacas do mesmo mês do ano passado e as 697.000 sacas de abril.
Por outro lado, as exportações colombianas de café em maio apresentaram uma queda de 2%, totalizando 894.000 sacas, em comparação com 912.000 no mesmo mês do ano anterior.
Entre janeiro e maio de 2026, a produção de café na Colômbia registrou uma diminuição de 19%, alcançando 4,27 milhões de sacas, enquanto as exportações caíram 22%, totalizando 4,15 milhões de sacas.
Nos últimos 12 meses, a produção de café caiu 14%, para 12,6 milhões de sacas, e as exportações diminuíram 7%, para 11,9 milhões de sacas.
“Esse resultado reflete a desaceleração da colheita no primeiro semestre do ano, além dos atrasos observados no amadurecimento dos frutos em razão das chuvas que afetaram grande parte das áreas de cultivo de café do país”, afirmou o gerente da Federação Nacional dos Cafeicultores, Germán Bahamón, em uma publicação no X.
Ele acrescentou que a colheita começou a ganhar impulso em maio.
A produção de café da Colômbia, reconhecida por seus cafés suaves e de alta qualidade, caiu 2,27% em 2025, totalizando 13,6 milhões de sacas. O país sul-americano tem a capacidade de produzir cerca de 14 milhões de sacas anualmente.
A Colômbia, que é o terceiro maior produtor de café do mundo, atrás do Brasil e do Vietnã, possui 840.000 hectares de plantações de café e cerca de 540.000 famílias dependem dessa cultura.
(Por Luis Jaime Acosta)



















