Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
Café fecha em alta com atenção à qualidade da safra e ao clima nos países...

Café encerra em alta, com foco na qualidade da colheita e nas condições climáticas nos países…

O mercado reage após as recentes quedas e monitora os riscos climáticos, enquanto a colheita brasileira avança e amplia a oferta da nova safra.

Na sessão desta quarta-feira (10), os preços do café fecharam em alta nas bolsas internacionais. O mercado encontrou suporte nas preocupações climáticas dos países produtores e em um movimento de recuperação de posições após as quedas recentes, enquanto os agentes continuam a observar o progresso da colheita brasileira.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato julho/26 do café arábica encerrou cotado a 248,40 cents/lb, com um aumento de 400 pontos. O setembro/26 subiu 370 pontos, atingindo 244,60 cents/lb, enquanto o dezembro/26 registrou um ganho de 335 pontos, fechando o dia a 237,25 cents/lb.

Em Londres, o robusta também terminou a sessão em alta. O contrato julho/26 teve um incremento de US$ 61, fechando a US$ 3.354 por tonelada. O setembro/26 avançou US$ 67, para US$ 3.297 por tonelada, enquanto o novembro/26 teve um ganho de US$ 70, encerrando a US$ 3.231 por tonelada.

O mercado recebeu suporte das inquietações relacionadas ao clima em importantes regiões produtoras ao redor do mundo. Além disso, após as quedas acentuadas das semanas anteriores, investidores voltaram a comprar como parte de um movimento de recuperação técnica dos preços.

No Brasil, a colheita continua a avançar nas principais regiões produtoras. Segundo o Cepea, o clima mais seco no início de junho tem favorecido a maturação dos frutos e o rendimento das operações de campo. No entanto, os produtores expressam preocupação com o tamanho dos grãos colhidos até agora, especialmente nas regiões do Sul de Minas Gerais e da Mogiana Paulista. Apesar disso, os pesquisadores enfatizam que a safra está em fase inicial e é cedo para tirar conclusões definitivas sobre a qualidade final da produção.

A comercialização também está ganhando impulso. Com a entrada gradual do café novo no mercado, os produtores têm aproveitado os atuais níveis de preços para fortalecer o caixa e realizar novos negócios, o que ajuda a aumentar a oferta disponível.

Ainda que a recuperação observada nesta quarta-feira seja positiva, o mercado permanece atento às perspectivas de uma safra brasileira abundante em 2026/27. Assim, as cotações continuam a equilibrar fatores de suporte, como as incertezas climáticas e questões relacionadas à qualidade dos grãos, com a pressão gerada pelo avanço da colheita e a expectativa de maior oferta nos próximos meses.

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