A colheita de café dos associados da Cooxupé atingiu 20,1% na sua área de atuação até o dia 19 de junho, o menor índice para o período desde 2022, devido às chuvas que têm atrasado os trabalhos, informou a maior cooperativa de cafeicultores do mundo nesta quarta-feira.
Na semana anterior, a Cooxupé havia comunicado que o indicador de colheita (15,8%) já mostrava um atraso, resultado do clima chuvoso nos dias anteriores.
Em resposta, a cooperativa afirmou que as chuvas continuam a afetar as áreas produtivas nesta quarta-feira, o que “complica o andamento da colheita”.
As chuvas incomuns para essa época, ligadas à formação do fenômeno climático El Niño, podem também comprometer a qualidade do grão caso sejam excessivas, além de dificultar a secagem do café recém-colhido.
O Brasil está no meio de uma colheita que deve ser recorde em 2026. Segundo a estatal Conab, o maior produtor e exportador global deve aumentar a safra em 18% em comparação ao ciclo anterior, devido à bienalidade positiva do café arábica, à entrada de novos cafezais em produção após os preços recordes e às condições climáticas durante as floradas e formação dos grãos.
A Cooxupé, que anteriormente previu um aumento de quase 12% nos recebimentos de café em 2026, totalizando 6,8 milhões de sacas de 60 kg, indicou nesta quarta-feira um atraso de cerca de 4 pontos percentuais na colheita de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025.
Em relação a 2024, o atraso é de aproximadamente 14 pontos percentuais. O nível da colheita atual só é mais alto, em comparação aos últimos anos, quando comparado aos 19,2% registrados na mesma época de 2022.
Entre as regiões, a colheita já havia alcançado 24,5% no Sul de Minas, a principal região produtora; 11,7% no Cerrado Mineiro; 25% nas Matas de Minas; e 23,9% em São Paulo.








