O café arábica registrou uma queda de 0,75% em Nova York, enquanto o robusta caiu 1,70% em Londres, após previsões de tempo seco que devem beneficiar a colheita no Brasil.
As bolsas internacionais de café encerraram a terça-feira (21) em baixa, revertendo os ganhos obtidos no início do pregão. Depois de um dia de alta, os preços mudaram de direção com as previsões de tempo seco nas principais regiões produtoras do Brasil, o que é visto como positivo para o avanço da colheita e a secagem dos grãos.
Na ICE Futures US, o contrato de setembro/26 do café arábica fechou a 322,10 cents/lbp, com uma queda de 245 pontos. O vencimento de dezembro/26 recuou 155 pontos, terminando o dia a 307,90 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta também registrou uma baixa. O contrato de setembro/26 encerrou em US$ 3.818 por tonelada, com uma queda de US$ 66, enquanto o novembro/26 perdeu US$ 52, fechando a US$ 3.799 por tonelada.
A mudança nas direções do mercado aconteceu após novas previsões que indicaram um predominante tempo seco sobre as áreas cafeeiras do Brasil nos próximos dias. Esse cenário tende a favorecer o avanço da colheita, assim como as atividades de secagem e beneficiamento dos grãos, diminuindo parte das preocupações acerca da oferta imediata de café.
Apesar disso, o mercado continua atento aos impactos das chuvas recentes. Especialistas apontam que os volumes de precipitação acima da média histórica em regiões produtoras importantes atrasaram o ritmo da colheita e levantaram dúvidas sobre a qualidade de parte da safra, especialmente do café arábica. A umidade durante a maturação e a colheita aumenta o risco de perda de qualidade e demanda um cuidado extra no processamento pós-colheita.
Mesmo com a correção observada nesta terça-feira, os fundamentos de oferta continuam a dar suporte ao mercado. A colheita brasileira segue atrasada em relação ao mesmo período do ano passado e à média histórica, enquanto os estoques globais permanecem baixos, fatores que mantêm a sensibilidade das cotações às condições climáticas elevada.
No mercado físico brasileiro, a movimentação continua moderada. Com a colheita ainda em andamento e incertezas sobre o potencial produtivo e a qualidade dos lotes, os produtores estão comercializando apenas uma parte da safra, enquanto os compradores permanecem atentos à evolução das atividades no campo e ao comportamento das bolsas internacionais.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








