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Áreas de café na Colômbia são afetadas por terremoto e parte das operações...

Regiões cafeeiras da Colômbia são impactadas por terremoto e algumas atividades são interrompidas…

O recém empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou que está se dirigindo à região afetada

Área de café impactada pelo terremoto na Colômbia – Foto: AgroLatam.com

O intenso terremoto que abalou a Colômbia nesta segunda-feira (10) – um dos mais graves dos últimos anos – provocou um colapso no país, resultando em pelo menos 213 mortes e alertando as áreas produtoras de café, uma vez que a principal região cafeeira foi atingida por um tremor de magnitude 7,4. Embora seja cedo para avaliar completamente os efeitos nas plantações e na produção, a FNC (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia) informou, em comunicado, que algumas de suas operações foram suspensas temporariamente como precaução, e que equipes estão verificando as condições de infraestrutura e logística.

De acordo com a nota divulgada pela entidade, áreas da região cafeeira sofreram danos significativos devido ao tremor. A FNC informou que, em colaboração com a Almacafé, ativou protocolos de continuidade dos negócios e está monitorando a situação de perto, priorizando a segurança de produtores e funcionários.

Pereira e Manizales foram algumas das cidades mais atingidas – Mapa: Mapbox/USGS

Além disso, as operações com café verde nas unidades de Armenia, Manizales, Pereira, Tuluá e Buga foram suspensas temporariamente enquanto são realizadas verificações de segurança nas instalações. A federação também está avaliando as condições das estradas na região, diante de relatos de deslizamentos e bloqueios em várias vias, incluindo corredores conectados à área de Buenaventura.

A atenção é redobrada, pois esses problemas de infraestrutura podem impactar não apenas as atividades de processamento e armazenamento, mas também o transporte do café produzido do interior até os terminais de exportação. Em Buenaventura, a principal saída marítima para uma parte significativa das exportações colombianas, os terminais portuários também suspenderam temporariamente as operações para realizar inspeções em suas estruturas.

A expectativa da FNC é que as atividades sejam retomadas assim que as verificações forem concluídas. No entanto, por questões de segurança, a avaliação mais detalhada dos impactos do terremoto ainda não pôde ser realizada.

Apesar dos problemas já identificados em infraestrutura e logística, a FNC ainda não divulgou informações sobre perdas específicas nas lavouras de café ou uma estimativa de redução na produção em decorrência do terremoto.

“Essas são medidas preventivas e temporárias, e esperamos retomar as atividades assim que as condições permitirem. Enquanto isso, nossa prioridade é garantir a segurança das pessoas e que possamos seguir em frente com confiança”, afirma a nota da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia, assinada por seu CCO, Esteban Ordoñez Simmonds. “Continuamos a monitorar a situação de perto e manteremos todos informados sobre quaisquer mudanças relevantes”.

Em suas redes sociais, a renomada marca de café colombiano, Juan Valdez, divulgou um breve comunicado informando que suas lojas estão fechadas e que o bem-estar e a segurança de todos são prioridades neste momento.

O presidente recém empossado da Colômbia, Abelardo de la Espriella, declarou que sua próxima parada para avaliar os danos e a situação da população será a região produtora de café do país. “Estamos em solo, trabalhando pelas pessoas”, disse em um comunicado divulgado mais cedo nesta terça-feira. Espriella também declarou estado de calamidade na Colômbia.

HISTÓRICO TRAZ OS IMPACTOS DE TERREMOTOS

A experiência com terremotos anteriores na região demonstra que os danos à cadeia cafeeira podem ocorrer mesmo sem destruição significativa dos cafezais. Após o terremoto de 1999, por exemplo, avaliações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que as plantas de café foram pouco impactadas diretamente, mas houve danos significativos nas estruturas de processamento, armazéns, equipamentos, residências de trabalhadores e estradas.

PREÇOS SOBEM EM NOVA YORK

Nesta terça-feira (11), os futuros do café arábica negociados na Bolsa de Nova York apresentaram alta, refletindo, em parte, as preocupações ainda incertas sobre os impactos do terremoto na Colômbia. O clima no Brasil também gera apreensão.

Por volta de 12h15 (horário de Brasília), os preços subiam de 1,6% a 2,6% nos contratos mais comercializados, com o setembro alcançando 339,95 cents de dólar por libra-peso; o dezembro a 318,95 centavos e o maio/27 a 307,10 cents/lb.

“Portanto, neste momento, o mercado deve observar não apenas os danos potenciais às lavouras, mas também a capacidade de beneficiamento, armazenamento, transporte e embarque do café colombiano”, afirmaram analistas e consultores internacionais. Eles também destacam que os efeitos são pontuais sobre os futuros, uma vez que os impactos ainda estão sendo avaliados.

Os ganhos, mais cedo, ultrapassavam 4% nas principais posições, com o mercado atento também ao clima no Brasil.

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