Segundo as estimativas da StoneX, o Brasil deverá produzir 70,7 milhões de sacas, representando um aumento de 13,5% em comparação ao ciclo anterior. Essa recuperação será impulsionada pelo arábica, que deve crescer quase 30%, resultando em uma produção de 47,2 milhões de sacas. Em contrapartida, a safra de conilon pode apresentar uma queda de 8,9%, totalizando 23,5 milhões de sacas.
A colheita de arábica é inicialmente estimada entre 46,5 e 49 milhões de sacas, superando as 37,7 milhões colhidas na safra 2025/26. Para o conilon, as expectativas variam entre 24,6 milhões e 25,4 milhões de sacas, em comparação às 27 milhões registradas em 2025/26.
“A falta de oferta não será resolvida rapidamente. Nos últimos três anos, os produtores conseguiram se capitalizar consideravelmente, devido à alta nos preços, que se mantiveram elevados até o presente momento. Nesse período, muitos investiram na abertura de novas áreas, e algumas delas começarão a produzir frutos em 2026/27”, ressalta Laleska Moda, analista de café da Hedgepoint Global Markets.
Ele acredita que a demanda por café pode permanecer sólida em 2026, impulsionada pela mudança no perfil de consumo na Europa, Ásia e EUA, que poderá criar novas oportunidades de mercado. Contudo, o clima, que até agora é favorável, ainda requer atenção por parte dos produtores.










