Após registrar três dias consecutivos de alta na Bolsa de Nova York nesta semana, os preços do café arábica encerraram o pregão de quinta-feira (8) em baixa. As posições mais negociadas recuaram entre 185 e 310 pontos, ou pouco mais de 0,3%, com o contrato de março a 372,35 e o de maio a 352,85 cents de dólar por libra-peso.
Na Bolsa de Londres, os preços do robusta também recuaram, dando continuidade ao movimento observado nos últimos dias. As quedas variaram de US$ 10,00 a US$ 11,00 por tonelada, com o março fechando a US$ 3928,00 e o maio a US$ 3866,00.
O mercado de café teve um dia de movimentações técnicas, ajustes e realização de lucros, especialmente no arábica, que acumulou ganhos expressivos nos últimos dias. Contudo, os fundamentos ainda oferecem um suporte significativo aos preços, tanto nos contratos futuros quanto no mercado físico.
O clima no Brasil está sendo monitorado com atenção, pois, apesar da quantidade de chuvas, estas têm sido irregulares e mal distribuídas. Regiões cafeeiras importantes estão novamente enfrentando as consequências das adversidades, o que coloca em dúvida o real tamanho da oferta nacional.
Adicionalmente, a produção da Colômbia em 2025 caiu 2,3%, o que também impactou os traders nos últimos dias e deverá permanecer como um fator de atenção. Da mesma forma, as relações entre EUA e Colômbia se deterioraram após os acontecimentos na Venezuela.
MERCADO FÍSICO
No Brasil, os preços do café no mercado físico também apresentaram queda, uma vez que, enquanto os futuros nas bolsas caíram, o dólar manteve-se estável em relação ao real, não conseguindo, portanto, compensar a baixa nos futuros.
As perdas mais significativas, no entanto, foram pontuais, como em Araguari, onde o arábica tipo 6 bebida dura caiu 2,89%, valendo R$ 2350,00 por saca, e em Machado, com uma queda de 1,74%, alcançando R$ 2260,00. Ambas as localidades estão em Minas Gerais.
No cereja descascado, a maioria das praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas permaneceu estável, enquanto Guaxupé registrou uma queda de 0,85%, assim como Campos Gerais, com preços a R$ 2323,00 e R$ 2335,00 por saca, respectivamente.
As novas transações no mercado brasileiro já estavam lentas com os preços elevados, e nesta quinta-feira tornaram-se ainda mais escassas.
“Os produtores, em sua maioria, ainda não retornaram ao mercado. Não demonstram disposição de venda nas bases oferecidas pelos compradores. Há um grande interesse de compra para todos os tipos de café”, afirma o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.










