Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Volume diário de embarques de café não torrado e torrado registra queda no...

Brasil envia 2,8 milhões de sacas de café em janeiro, com uma redução de 31% em comparação a janeiro de 2025.

Cafés canéforas abastecendo o mercado interno, produtores com capital disponível e estoques limitados de arábica durante a entressafra têm impactado os embarques.

O Brasil exportou 2,780 milhões de sacas de 60 kg de todos os tipos de café em janeiro de 2026, o que representa uma queda de 30,8% em relação aos 4,016 milhões de sacas exportadas no mesmo mês do ano anterior. Em termos de receita cambial, a diminuição foi de 11,7%, com os recursos provenientes dos embarques totalizando US$ 1,175 bilhão. Esses dados são do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo o presidente da entidade, Márcio Ferreira, o movimento de queda nos preços, iniciado em janeiro e intensificado em fevereiro, é resultado da previsão de uma boa recuperação na produção de café no Brasil para a safra 2026/27, especialmente da variedade arábica, junto com a desvalorização do dólar, que esfriou os negócios internacionais.

“Estamos diante de um cenário em que os produtores estão capitalizados devido aos bons preços nos últimos anos, com estoques de arábica limitados na entressafra e os cafés conilon e robusta sendo utilizados principalmente para atender o mercado interno. Essa situação tem contribuído para a significativa redução dos volumes negociados com o exterior e deve persistir até a próxima safra”, explica.

Ferreira acrescenta que, no caso do conilon e do robusta, à medida que a nova safra se aproxima, a partir de maio, já se observa uma possibilidade de recuperação das exportações, com o Brasil se alinhando a seus principais concorrentes.

“É provável que vejamos um cenário similar para o café arábica a partir de julho, com a chegada da safra 2026/27. Até lá, os volumes de exportação devem continuar restritos devido à falta de competitividade, especialmente dos arábicas, em relação a outros países produtores concorrentes”, conclui.

TIPOS DE CAFÉ

Em janeiro deste ano, o café arábica, com 2,347 milhões de sacas, continuou sendo o mais exportado pelo Brasil. Esse volume representa 84,4% do total embarcado, mas indica uma queda de 29,1% em comparação a janeiro de 2025.

Na sequência, está o café solúvel, apesar da redução de 32 pontos percentuais na comparação anual. No primeiro mês deste ano, foram exportadas 249.148 sacas desse produto, correspondendo a 9% das exportações totais.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 181.559 sacas – uma redução de 45,6% em relação a jan/25 e 6,5% do total –, e o segmento industrial do produto torrado e moído, com 2.317 sacas (-53,8% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

PRINCIPAIS DESTINOS

A Alemanha foi o principal destino dos cafés brasileiros no mês passado, importando 391.704 sacas, o que equivale a 14,1% do total, embora isso represente uma queda de 16,1% em comparação com janeiro de 2025.

Os Estados Unidos, com 13,9% de representatividade, adquiriram 385.841 sacas (-46,7%) e ficaram em segundo lugar no ranking. Fechando o top 5, estão Itália, com a importação de 285.580 sacas (+6%); Bélgica, com 180.812 sacas (-12,7%); e Japão, com 169.357 sacas (-32%).

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés especiais, que possuem qualidade superior e/ou certificados de práticas sustentáveis, representaram 21,2% das exportações totais brasileiras no mês passado, com o envio de 588.259 sacas ao exterior. Esse volume é 41,9% inferior ao registrado em janeiro de 2025.

Com um preço médio de US$ 463,53 por saca, a receita cambial gerada pelas exportações dos cafés diferenciados foi de US$ 272,7 milhões, o que corresponde a 23,2% do total obtido com todos os embarques de café no primeiro mês deste ano. Em comparação com janeiro do ano passado, esse valor é 30,6% menor.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, a Alemanha lidera, com a compra de 78.352 sacas, o equivalente a 13,3% do total. Completando o top 5, vêm EUA, com 70.048 sacas e representatividade de 11,9%; Itália, com 68.978 sacas (11,7%); Bélgica, com 63.072 sacas (10,7%); e Holanda (Países Baixos), com 58.265 sacas (9,9%).

PORTOS

O Porto de Santos foi o principal ponto de saída dos cafés brasileiros para o exterior em janeiro, com o embarque de 2,252 milhões de sacas, representando 81% do total. Em seguida, está o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 15,7% das exportações ao enviar 435.958 sacas para fora do país, e o Porto de Paranaguá (PR), responsável pela exportação de 31.244 sacas, com participação de 1,1% no total.

SAFRA 2025/26

No acumulado de julho de 2025 a janeiro de 2026, as exportações brasileiras de café somam 23,406 milhões de sacas, gerando um ingresso de US$ 9,235 bilhões no país. Em comparação com os mesmos sete meses do ciclo cafeeiro 2024/25, a atual performance apresenta uma queda de 22,5% em volume, mas um aumento de 8,1% em receita cambial.

Para conferir o relatório completo das exportações de cafés do Brasil, com a atualização dos números referentes a janeiro de 2026, acesse o site do Cecafé:

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