Mercado permanece sob pressão devido às otimistas previsões de safra no Brasil
A terça-feira (17) foi marcada por uma forte queda nos preços do café nas bolsas internacionais. Em Nova York e Londres, o dia encerrou com perdas em torno de 5%, fazendo com que os preços atingissem seus menores níveis em sete meses e meio e seis meses, respectivamente. No arábica, o contrato para março fechou a 284,75 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de setembro caiu para 276,30 cents/lb, perdendo os 280 cents.
O mercado continua sob pressão devido às promissoras previsões para a nova safra do Brasil, embora ainda esteja atento às condições climáticas locais. As irregularidades ainda afetam várias das principais regiões produtoras, mas as expectativas apontam para um ciclo mais favorável na oferta brasileira.
Simultaneamente, o mercado também observa o desempenho do dólar. Embora não tenha havido a referência da moeda americana em relação ao real nesta terça, o mercado está ciente da alta de 0,5% do índice do dólar em relação a uma cesta de outras moedas na tarde de hoje.
Além disso, o setor cafeeiro acompanha uma tendência de queda generalizada nas commodities nesta terça-feira, especialmente nas agrícolas. A única exceção é o açúcar em Nova York e a soja em Chicago, que seguem em alta.
A demanda continua forte e presente, mas já mostra sinais de reação – ainda que leves – aos altos preços observados nos últimos meses.
Portanto, a volatilidade nas bolsas internacionais se mantém, e esse movimento deverá continuar ao longo desta semana. No Brasil, com a semana mais curta devido ao Carnaval, as transações estão estagnadas e não devem progredir significativamente nos próximos dias, segundo a expectativa de analistas e consultores.
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas









