LONDRES, 7 Jan (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na ICE alcançaram os níveis mais altos em três semanas nesta quarta-feira, impulsionados por preocupações sobre um possível agravamento das tensões entre os EUA e a Colômbia após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo Trump no último fim de semana.
A Colômbia é o segundo maior produtor de café arábica do mundo, atrás apenas do Brasil.
CAFÉ
* O café arábica registrou uma alta superior a 1% no início da manhã, tendo alcançado uma máxima de três semanas de US$3,8285 mais cedo.
* “A Colômbia enfrenta o risco de sofrer interferência não solicitada dos EUA, seja na forma econômica, política ou através de alguma operação militar. Essa possível instabilidade está elevando os preços do café”, afirmou o Rabobank em um relatório.
* “Além disso, a ação militar dos EUA na Venezuela gerou críticas por parte do presidente brasileiro Lula e do presidente colombiano Petro. Se a relação (EUA-Brasil) se deteriorar novamente, isso poderá representar um novo risco para os preços”, acrescentou o banco.
* Limitando os ganhos do café, as exportações de grãos verdes do Brasil, o maior produtor de café, subiram 4,2% em dezembro em comparação ao ano anterior, marcando o primeiro aumento anual desde março, conforme dados do governo.
* O café robusta apresentou pouca variação, cotado a US$4.006 por tonelada métrica.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto também registrou uma alta superior a 1%, para cerca de 15 centavos de dólar por libra-peso.
* O açúcar está se consolidando acima de uma mínima de 5 anos de 14,04 centavos de dólar registrada no final do ano passado, sob pressão devido às expectativas de um excedente global na temporada 2025/26.
* As exportações brasileiras do adoçante, o maior produtor de açúcar, aumentaram 4,2% em dezembro em relação ao ano anterior, totalizando 2,91 milhões de toneladas, segundo dados do governo.
* A Comissão Europeia parece ter conquistado o apoio essencial da Itália para um polêmico acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul.
* A Itália e a França haviam declarado no mês passado que não estavam dispostas a apoiar o acordo até que as preocupações dos agricultores sobre a chegada de commodities baratas, incluindo carne bovina e açúcar, fossem resolvidas.
* O açúcar branco também subiu mais de 1%, alcançando cerca de US$428 por tonelada.
(Reportagem de May Angel)










