Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café tenta reação após tombo histórico e abre em alta com mercado ainda...

Café busca recuperação após queda histórica e inicia o dia em alta, enquanto o mercado continua…

O café arábica teve uma alta superior a 300 pontos, enquanto o robusta também avançou em Londres. Contudo, o cenário global de superávit e o início da colheita limitam a recuperação dos preços.

O mercado cafeeiro começou a sessão nesta quarta-feira (08) com uma recuperação técnica nas bolsas internacionais, após as significativas perdas do dia anterior. A abertura demonstra uma tentativa de ajuste por parte dos operadores, mas o clima ainda é de cautela em virtude das previsões de aumento da oferta global e do avanço da safra brasileira.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica abriu em alta. O contrato para maio de 2026 começou em 289,30 cents por libra-peso, com um ganho de 320 pontos, enquanto o contrato para julho de 2026 abriu em 284,40 cents, com uma valorização de 310 pontos, e setembro de 2026 iniciou em 272,45 cents, com um avanço de 325 pontos. Esse movimento reflete recompras técnicas após a intensa liquidação da véspera.

Em Londres, o robusta também teve uma abertura positiva. O contrato de maio de 2026 iniciou cotado a 3.329 dólares por tonelada, com uma alta de 14 pontos; julho de 2026 abriu em 3.249 dólares, com um avanço de 18 pontos, e setembro de 2026 começou em 3.182 dólares por tonelada, com uma valorização de 21 pontos, acompanhando a reação do arábica.

O aumento da oferta é impulsionado principalmente pelo Brasil. A expectativa é de uma safra próxima de 75 milhões de sacas para o ciclo 2026/27, um crescimento superior a 20% em relação ao ano anterior, devido à recuperação climática e ganhos de produtividade, especialmente no robusta.

Essa leitura é corroborada por análises da HedgePoint Global Markets. De acordo com a analista Laleska Moda, a produção brasileira de arábica pode variar entre 46,5 e 49 milhões de sacas, um volume que pode contribuir para um superávit global e pressionar os preços, mesmo com estoques ainda relativamente baixos.

Além da oferta, o ritmo da colheita também é um fator a ser monitorado. A entrada dos primeiros volumes entre abril e maio tende a manter o mercado mais abastecido no curto prazo, limitando reações mais consistentes nos preços, especialmente para o robusta, que já enfrenta maior disponibilidade.
No Brasil, o mercado físico também afeta o comportamento das bolsas. Segundo uma análise da Safras & Mercado, mesmo com o cenário de maior oferta, a recomposição dos estoques globais ocorre a partir de níveis historicamente baixos, o que mantém a volatilidade elevada e favorece movimentos bruscos, tanto de queda quanto de recuperação.

A abertura desta quarta-feira indica apenas um ajuste após a queda expressiva anterior. O mercado continua sensível às projeções da safra brasileira, ao ritmo da colheita e ao comportamento dos fundos financeiros. A tendência de curto prazo permanece marcada por forte volatilidade, com alternância entre recompras técnicas e pressão estrutural de oferta.
 

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