Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café despenca no fechamento desta 2ª feira com pressão de safra recorde e...

Café cai acentuadamente no fechamento desta segunda-feira devido à pressão de uma safra recorde e…

O café arábica registrou uma queda superior a 900 pontos, enquanto o robusta viu uma recuo de até 174 pontos, em resposta a previsões otimistas para a produção no Brasil.

Na sessão desta segunda-feira (30), o mercado de café terminou com uma acentuada desvalorização nas principais bolsas internacionais, refletindo um aumento das pressões do lado da oferta.

Na bolsa de Nova York, o café arábica sofreu uma queda significativa, com o contrato para maio/26 fechando a 292,55 centavos de dólar por libra-peso, uma diminuição de 915 pontos. O julho/26 teve uma queda de 930 pontos, finalizando a 286,60 centavos/lb, enquanto o setembro/26 recuou 900 pontos, encerrando a 275,60 centavos/lb.

Em Londres, o café robusta ampliou suas perdas, com o contrato maio/26 fechando a US$ 3.419 por tonelada, uma queda de 174 pontos. O julho/26 caiu 168 pontos, estabelecendo-se a US$ 3.348, enquanto o setembro/26 registrou uma diminuição de 164 pontos, terminando a US$ 3.291 por tonelada.

A pressão sobre os preços está diretamente relacionada à expectativa de aumento na produção, especialmente no Brasil. De acordo com o analista Rich Asplund, o mercado reagiu às previsões de uma safra brasileira recorde, com estimativas recentes sugerindo volumes próximos a 75 milhões de sacas ou mais para o ciclo 2026/27.

Ainda segundo o analista, a queda se intensificou ao longo da sessão, fazendo com que o arábica atingisse mínimas em uma semana e o robusta alcançasse níveis não vistos há vários meses, refletindo o ajuste dos agentes diante de uma oferta mais abundante no cenário global.

Além do Brasil, o aumento da produção em outros países também é um fator que contribui para essa tendência. Dados do mercado mostram um crescimento na oferta global, especialmente com o aumento da produção no Vietnã, que é o maior produtor de robusta, reforçando a pressão sobre os preços internacionais.

Outro aspecto que pesou sobre as cotações foi a valorização do dólar no mercado internacional, um movimento que tende a pressionar as commodities precificadas na moeda americana e afeta diretamente o café.

Apesar do panorama predominantemente negativo, o mercado se mantém atento a sinais de oferta no curto prazo. A recente diminuição nos estoques de robusta monitorados pode oferecer algum suporte temporário, mas ainda é insuficiente para reverter a tendência de baixa neste momento.

Para o produtor brasileiro, o fechamento reafirma um ponto crucial: o mercado já começa a incorporar uma safra maior, o que limita os movimentos de alta e intensifica a pressão sobre os preços. Simultaneamente, o ambiente continua volátil, com os preços respondendo rapidamente a revisões de oferta e mudanças nas condições de produção, exigindo estratégia e atenção contínua nas decisões de comercialização.
 

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