Os preços do café se estabilizaram em um cenário misto nas bolsas internacionais ao final da sessão desta sexta-feira (20). De acordo com o Barchart, a fraqueza do dólar resultou na cobertura de posições vendidas nos contratos futuros de café.
O mercado de café continua volátil, com os preços sob pressão, à medida que sinais de uma safra recorde no Brasil melhoraram as expectativas de oferta global. Em 5 de fevereiro, a Conab informou que a produção brasileira em 2026 deverá aumentar 17,2% em relação ao ano anterior, alcançando um recorde de 66,2 milhões de sacas, com a produção de arábica subindo 23,2% em comparação ao ano anterior, para 44,1 milhões de sacas, e a de robusta, 6,3% em relação ao ano anterior, para 22,1 milhões de sacas.
Informações da Reuters ressaltam que comerciantes afirmam que as chuvas intensas têm favorecido o crescimento dos frutos no Brasil, tornando as previsões para a safra deste ano mais otimistas.
No que diz respeito ao robusta, um relatório da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia indica que, no Vietnã, os cafeicultores estão na fase inicial de irrigação, que já está quase 90% concluída, promovendo uma floração uniforme para a safra de 2026/27, da qual aproximadamente 45% já foi comercializada. “Os produtores estão se preparando para as
festividades do Ano Novo Lunar e antecipando uma possível recuperação de preços”, conclui o documento.
O arábica encerra o pregão com um ganho de 90 pontos, sendo negociado a 288,30 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 30 pontos, cotado a 285,70 cents/lbp no vencimento de maio/26, e um avanço de 5 pontos a 281,10 cents/lbp no de julho/26.
Por outro lado, o robusta termina com uma queda de US$ 51, cotado a US$ 3,615/tonelada no contrato de março/26, uma desvalorização de US$ 29 a US$ 3,591/tonelada no de maio/26, e uma perda de US$ 16, com valor de US$ 3,525/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
Conforme a Reuters, nos últimos dias, a acentuada queda nos preços fez com que os agricultores brasileiros praticamente interrompessem as vendas.
O boletim do Escritório Carvalhaes indica que a comercialização de arábica continua com um baixo volume de negócios, enquanto a de conilon apresenta números mais expressivos. Contudo, os produtores de arábica não demonstram disposição para vender nas bases oferecidas pelo mercado, apesar do interesse do comprador em todos os tipos de café.
Nas áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas, o Café Arábica Tipo 6 encerra com alta de 1,02% em Poços de Caldas/MG, cotado a R$ 1.980,00/saca, e um aumento de 1,12% em Machado/MG, negociado a R$ 1.800,00/saca. Já o Cereja Descascado fecha com um ganho de 0,89% em Poços de Caldas/MG, cotado a R$ 2.260,00/saca.











