O café arábica apresenta uma queda após as recentes elevações, enquanto o robusta avança, com o mercado atento ao ritmo da oferta brasileira e às condições climáticas nas áreas produtoras.
O setor cafeeiro finalizou os negócios na última quinta-feira (25) com comportamentos diferentes nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato setembro/26 do café arábica encerrou a 276,40 cents de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 80 pontos. Por outro lado, o robusta teve uma valorização em Londres, com o vencimento setembro/26 fechando a US$ 3.662 por tonelada, uma alta de 57 pontos.
Nos demais contratos, o arábica julho/26 teve uma queda de 275 pontos, chegando a 288,80 cents/lb, enquanto o dezembro/26 perdeu 45 pontos, finalizando o dia em 263,40 cents/lb. No robusta, o contrato novembro/26 subiu 39 pontos, atingindo US$ 3.593 por tonelada.
O mercado continua a avaliar o progresso da colheita brasileira e o comportamento da oferta. De acordo com a análise da Hedgepoint Global Markets, a entrada da nova safra está gradualmente aumentando a disponibilidade de café, porém a comercialização permanece moderada, já que muitos produtores adotam uma postura cautelosa em relação aos preços e às expectativas para os próximos meses.
A menor pressão de venda dos produtores brasileiros tem ajudado a limitar uma expansão mais rápida da oferta global, mesmo com o avanço da colheita. Esse cenário ajuda a explicar a volatilidade observada nas bolsas, especialmente em um momento em que o mercado tenta dimensionar o tamanho real da safra brasileira.
Do ponto de vista climático, a consultoria Rural Clima destaca que julho tende a apresentar um padrão de chuvas mais frequentes na Região Sul do Brasil. Embora as precipitações estejam mais concentradas ao sul do país, os agentes continuam a monitorar as condições meteorológicas devido aos possíveis impactos sobre os trabalhos de campo e a logística agrícola.
No que diz respeito ao consumo, o mercado observa o fortalecimento do segmento de cafés especiais e premium. Segundo um levantamento divulgado pela Cooxupé, o café de maior qualidade tem ampliado sua presença entre diferentes perfis de consumidores brasileiros, o que reforça a busca por produtos de maior valor agregado e pode ajudar a sustentar a demanda no mercado interno.
Com a colheita avançando e o mercado tentando equilibrar o aumento da oferta com a postura mais cautelosa dos vendedores, os preços continuam sensíveis às informações sobre produtividade, qualidade dos grãos, clima e ritmo das exportações brasileiras.








