Os preços do café arábica e robusta registraram alta nas bolsas de Nova York e Londres, impulsionados por riscos logísticos globais e uma diminuição nas exportações brasileiras.
Na quinta-feira (12), os preços do café encerraram o pregão em alta nas bolsas internacionais, apoiados por preocupações com a oferta global e riscos geopolíticos que podem impactar o transporte marítimo de commodities.
Na bolsa de futuros Intercontinental Exchange (ICE) em Nova York, os contratos de café arábica apresentaram valorização nos principais vencimentos:
Março/26 fechou a 296,50 cents por libra-peso, alta de 450 pontos
Maio/26 encerrou a 291,90 cents por libra-peso, avanço de 450 pontos
Julho/26 terminou cotado a 286,45 cents por libra-peso, ganho de 425 pontos
No mercado de robusta negociado na Intercontinental Exchange Europa, em Londres, os contratos também avançaram:
Março/26 fechou em US$ 3.707 por tonelada, alta de 68 pontos
Maio/26 encerrou em US$ 3.625 por tonelada, avanço de 72 pontos
Julho/26 terminou em US$ 3.527 por tonelada, valorização de 61 pontos
De acordo com uma análise da plataforma Barchart, elaborada pelo analista Rich Asplund, o mercado foi sustentado por preocupações com possíveis interrupções nas rotas marítimas globais devido às tensões no Oriente Médio. O receio de impactos logísticos no comércio internacional de commodities aumentou o interesse comprador nos contratos futuros.
Outro fator que contribuiu foi a diminuição nas exportações brasileiras. Dados recentes mostram uma queda significativa nos embarques de café verde em fevereiro em relação ao ano anterior, reforçando a percepção de uma oferta mais ajustada no curto prazo.
Clima no Brasil limita ganhos
Apesar da valorização do dia, os ganhos foram parcialmente limitados pelas perspectivas climáticas no Brasil. Previsões indicam chuvas em regiões produtoras importantes, como Minas Gerais, o que pode favorecer o desenvolvimento das lavouras.
Dados da Somar Meteorologia revelaram que a principal região produtora de arábica do país recebeu 14,9 milímetros de chuva na última semana, um volume equivalente a aproximadamente 35% da média histórica para o período.
Além disso, a consultoria StoneX revisou sua estimativa para a safra brasileira de café 2026/27 para 75,3 milhões de sacas, o que, se confirmado, representaria um novo recorde de produção e pode gerar pressão na oferta no médio prazo.











