O preço do café arábica registra um aumento superior a 900 pontos em Nova York, enquanto o robusta fecha quase sem alterações em Londres; a revisão da Hedgepoint sobre o balanço global intensifica as preocupações com a oferta futura.
Os valores do café encerraram a sessão da última sexta-feira (31) em alta nas bolsas internacionais, com o mercado reagindo à atualização das previsões para o balanço global de oferta e demanda, além de manter a atenção nos riscos climáticos para a safra 2026/27.
Na ICE Futures US, o contrato para setembro/26 do café arábica fechou a 332,10 cents por libra-peso, com um aumento de 905 pontos. O vencimento de dezembro/26 subiu 695 pontos, finalizando a 314,65 cents/lbp, enquanto março/27 teve um incremento de 570 pontos, alcançando 305,30 cents/lbp.
Na ICE Europe, o café robusta terminou o dia praticamente inalterado. O contrato para setembro/26 fechou a US$ 3.782 por tonelada, com uma alta de 2 pontos. O vencimento de novembro/26 subiu 14 pontos, para US$ 3.775 por tonelada, enquanto o janeiro/27 teve um ganho de 16 pontos, encerrando a US$ 3.744 por tonelada.
O mercado encontrou suporte após a Hedgepoint Global Markets revisar para baixo sua previsão de superávit global de café para a safra 2026/27, reduzindo a estimativa de 9,9 milhões para 8,2 milhões de sacas. Essa revisão leva em conta a diminuição na produção de alguns países devido a padrões irregulares de precipitação e ao aumento do risco de um El Niño intenso nos próximos meses.
Apesar da expectativa de uma safra abundante no Brasil, a consultoria acredita que o cenário climático pode diminuir parte do excedente inicialmente projetado. Além disso, o mercado continua atento ao ritmo da colheita brasileira e aos baixos níveis dos estoques certificados de arábica na ICE, fatores que mantêm a sensibilidade dos preços a qualquer notícia relacionada à oferta física.
De acordo com a Hedgepoint, os meses de agosto a novembro serão cruciais para a definição dos preços. Nesse período, o mercado acompanhará a evolução do El Niño, o início da colheita no Vietnã e na América Central, além de novas revisões nas estimativas de produção nas principais origens. A consultoria não descarta novos ajustes no superávit global caso os impactos climáticos se intensifiquem.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








