Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café abre em alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (12)

Café encerra o dia de terça-feira com valorização nas bolsas globais e…

O arábica e o robusta estão em alta, enquanto o mercado físico permanece estagnado para o arábica e mais dinâmico para o conilon, em meio à expectativa de uma oferta maior.

Na sessão de terça-feira (17), o mercado futuro do café registrou valorização nas principais bolsas internacionais, impulsionado por uma recuperação técnica e pela crescente atenção dos investidores em relação ao tamanho da próxima safra brasileira.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para maio/26 do café arábica fechou a 293,20 centavos de dólar por libra-peso, com uma alta de 805 pontos. O contrato julho/26 encerrou a 292,00 centavos por libra-peso, subindo 800 pontos, enquanto o setembro/26 fechou a 289,10 centavos por libra-peso, com um aumento de 790 pontos.

Durante o pregão, os contratos mostraram volatilidade, refletindo ajustes técnicos após as recentes perdas.

Por outro lado, na Bolsa de Londres (ICE Europe), o café robusta para maio/26 fechou o dia a US$ 3.488 por tonelada, com um ganho de 33 pontos. O contrato de julho/26 encerrou a US$ 3.470 por tonelada, com alta de 30 pontos, e o setembro/26 fechou a US$ 3.445 por tonelada, com um ganho de 28 pontos.

Esse aumento nos preços ocorre em um ambiente ainda volátil, com investidores ajustando suas posições após as perdas recentes e monitorando os fundamentos da safra. A expectativa de uma produção elevada no Brasil em 2026 ganha destaque no radar do mercado.

Conforme levantamento do IBGE, a safra brasileira de café pode alcançar 64,1 milhões de sacas, com potencial de crescimento em relação ao ciclo anterior, especialmente impulsionada pelo arábica em um ano de bienalidade positiva.

No mercado físico brasileiro, o ritmo de negócios varia entre as variedades. Segundo o escritório Carvalhaes, o mercado de arábica apresenta baixo volume de transações, com os produtores reticentes em vender o restante da safra 2025/2026 nos atuais níveis de preço. Por outro lado, o conilon tem visto um número maior de negociações, com demanda ativa para diferentes padrões de café.

Ainda segundo o escritório Carvalhaes, há interesse de compra para todos os tipos de café, mas a postura mais cautelosa dos produtores de arábica limita a concretização de novos negócios no mercado interno.

No campo, as condições climáticas permanecem sob observação. Informações da Climatempo indicam o início da semana com predominância de tempo seco nas principais áreas produtoras do Centro-Sul e da Bahia, com a previsão de retorno das chuvas nos próximos dias, especialmente entre quinta e sexta-feira, o que pode impactar o desenvolvimento das lavouras.

Diante desse panorama, o mercado de café continua sensível ao avanço da safra brasileira, às condições climáticas e ao comportamento das exportações, mantendo um ambiente de volatilidade que exige atenção constante de produtores e agentes comerciais.

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