Os contratos de café arábica em Nova York apresentam oscilações, enquanto o robusta demonstra uma reação em Londres; o conflito no Irã, a valorização do real, as questões logísticas e o clima no Brasil mantêm investidores e produtores em estado de alerta.
O mercado futuro do café inicia a quarta-feira (4) com uma movimentação mista nas bolsas internacionais, refletindo ajustes técnicos e a influência de fatores macroeconômicos que continuam no foco dos investidores.
Na Bolsa de Nova York, o Café Arábica abriu apresentando oscilações entre os principais contratos. O vencimento de março/26 começou com uma queda de 140 pontos, cotado a 286,95 cents por libra-peso. O contrato de maio/26 iniciou o dia a 287,50 cents por libra-peso, com um avanço de 435 pontos, enquanto o julho/26 abriu a 282,45 cents por libra-peso, subindo 395 pontos.
Em Londres, o Café Robusta também mostrou variações. O contrato de março/26 abriu a US$ 3.760 por tonelada, com uma queda de 82 pontos. O maio/26 começou cotado a US$ 3.732 por tonelada, com um ganho de 26 pontos, e o julho/26 abriu a US$ 3.651 por tonelada, com alta de 27 pontos.
O mercado está atento aos desdobramentos do conflito no Irã e seus efeitos indiretos sobre o Brasil. A alta nos preços do petróleo eleva os custos logísticos globais e pressiona o frete marítimo, um fator crucial para o fluxo das exportações. Além disso, a valorização do real em relação ao dólar diminui a competitividade do café brasileiro no exterior e limita avanços mais significativos nas cotações internas.
No mercado físico, de acordo com o Escritório Carvalhaes, o arábica continua com baixo volume de negociações. Os produtores estão relutantes em vender o café remanescente da safra 2025/2026 nas bases atuais, que diminuem acompanhando as bolsas e a variação cambial. Contudo, há interesse de compra para todos os padrões de café.
O conilon, por outro lado, apresenta um número mais significativo de negócios concretizados, indicando uma maior fluidez nas negociações.
No campo, o clima continua sendo monitorado. O tempo firme predomina nas regiões produtoras do Sul de Minas e do Triângulo Mineiro, com possibilidade de pancadas isoladas e baixos acumulados, em torno de 5 mm. As temperaturas caem levemente durante a madrugada, principalmente em pontos isolados da Serra da Mantiqueira, mas à tarde as máximas permanecem próximas aos 30°C.
Para a segunda metade da semana, a previsão indica retorno das instabilidades. A partir de quinta-feira, são esperadas pancadas de chuva de fraca a moderada intensidade, com acumulados que podem chegar a 20 mm no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro, ajudando a repor a umidade do solo e amenizando o calor. No Espírito Santo, o início da semana é de tempo firme, com previsão de chuvas também nos próximos dias.
Com um cenário externo ainda sensível às tensões geopolíticas, câmbio volátil e clima em observação, o mercado do café mantém alta volatilidade neste começo de quarta-feira.











