Os preços do café arábica e robusta aumentaram nas bolsas internacionais, com o mercado reagindo a uma menor disponibilidade no curto prazo.
Na sessão desta terça-feira (24), o mercado do café ganhou impulso, com as duas principais bolsas internacionais apresentando alta, refletindo mudanças na percepção sobre a oferta a curto prazo.
Por volta das 13h50, no horário de Brasília, o café arábica registrava um aumento em Nova York. O contrato para maio/26 estava sendo negociado a 318,00 centavos de dólar por libra-peso, com um crescimento de 11,00 pontos. O julho/26 subiu 10,70 pontos, sendo cotado a 310,55 centavos/lb, enquanto o setembro/26 avançou 9,10 pontos, alcançando 296,25 centavos/lb.
Na bolsa de Londres, o robusta também apresentava alta. O contrato para maio/26 era negociado a US$ 3.698 por tonelada, com um aumento de 61 pontos. O julho/26 subiu 55 pontos, chegando a US$ 3.613, e o setembro/26 avançou 56 pontos, sendo negociado a US$ 3.542 por tonelada.
Esse movimento positivo ao longo do dia ocorre em resposta a sinais de oferta mais restrita no Brasil, que é o principal produtor global. Os preços do café estão recebendo apoio devido à disponibilidade mais limitada no curto prazo, o que tem levado a recompras por parte dos investidores.
Embora as perspectivas de uma safra significativa sejam promissoras, o fluxo atual de café no mercado permanece restrito, contribuindo para a sustentação dos preços neste momento.
Esse cenário ressalta a recente volatilidade do mercado, que oscila entre a pressão de uma possível safra maior e o suporte proporcionado pela oferta imediata mais reduzida.
Para o produtor brasileiro, o aumento dos preços ao longo do dia pode representar oportunidades pontuais, especialmente em momentos de valorização mais acentuada. Ao mesmo tempo, o mercado continua sensível a qualquer alteração nas estimativas de safra e no ritmo de comercialização, o que demanda atenção constante às flutuações.










