Os contratos futuros encerram em baixa pela sexta sessão consecutiva, refletindo o sentimento cauteloso do mercado e fatores externos que favorecem a exportação do Brasil.
Na terça-feira (3), o mercado internacional de café concluiu o pregão com cotações em declínio, tanto para o arábica quanto para o robusta, nas principais praças de negociação. Esse cenário é influenciado por variáveis como câmbio, projeções de safra e ajustes técnicos dos fundos.
Na ICE Futures US, referência para o Café Arábica, o contrato com vencimento em março/26 fechou a 289,30 cents por libra-peso, apresentando uma redução de 140 pontos. O vencimento de maio/26 encerrou a 283,15 cents por libra-peso, com queda de 145 pontos, enquanto o contrato de julho/26 fechou a 277,95 cents por libra-peso, com desvalorização de 120 pontos.
Em Londres, na ICE Europe, o Café Robusta também seguiu a tendência negativa. O contrato de março/26 finalizou a US$ 3.859 por tonelada, com uma baixa de 82 dólares. O vencimento de maio/26 ficou em US$ 3.705 por tonelada, com um recuo de 67 dólares, e o contrato de julho/26 encerrou a US$ 3.613 por tonelada, com desvalorização de 52 dólares.
A queda no fechamento acompanha um momento de pressão técnica, onde os preços iniciaram a semana em um terreno misto, mas perderam sustentação ao longo do dia. Um dos fatores de mercado é a fraqueza do real em relação ao dólar, que pode beneficiar os exportadores brasileiros, estimulando as vendas externas e reduzindo o apetite por proteção nas bolsas de futuros. Esse comportamento foi destacado em análises recentes sobre a influência cambial nas cotações de café.
Além disso, os fundamentos de oferta continuam a pressionar as cotações. As expectativas de uma safra global mais robusta, com projeções elevadas tanto no Brasil quanto em outros países produtores, têm levado os investidores a ajustarem suas posições, resultando em realização de lucros e maior liquidez descendente no mercado futuro. A combinação de uma oferta global ampliada e estoques certificados mais confortáveis contribui para as quedas nas cotações.
No campo, as condições climáticas recentes no Brasil também tiveram impacto. Chuvas benéficas em regiões-chave continuam a aliviar parte das preocupações com a safra de arábica, embora oscilações de curto prazo no clima ainda mantenham certa incerteza entre produtores e traders.
O fechamento negativo desta terça-feira reafirma o clima de cautela entre os participantes do mercado, que continuam a ponderar fatores cambiais, fundamentos de oferta e ajustes técnicos em um cenário ainda marcado por volatilidade global.









