Os preços do café se solidificaram novamente com expressivos ganhos nas bolsas internacionais, impulsionados pela desvalorização do dólar em relação ao real. Conforme relatado pelo Barchart, o café arábica alcançou nesta terça-feira (27) sua maior cotação em duas semanas, devido à valorização do real, que atingiu seu nível mais alto em 20 meses, o que desestimula as exportações dos produtores brasileiros.
Segundo análise do jornalista e colaborador da infomercadosBR, Giovanni Lorenzon, a queda do índice do dólar para mínimas de mais de 4 meses permite a cobertura de posições vendidas. “Com a migração de recursos dos EUA para mercados emergentes, como o Brasil, um dos resultados é a alta para máximas históricas do Ibovespa, fazendo com que as cotações do café se movam independentemente dos fundamentos”, acrescentou o jornalista.
Um relatório do Itaú BBA também ressalta que, nos próximos meses, os preços devem seguir sensíveis às condições climáticas irregulares no Brasil, pois estamos em um período crítico para a granação.
O café arábica finalizou a sessão com um aumento de 1.100 pontos, cotado a 367,25 cents/lbp no vencimento de março/26, e um ganho de 860 pontos, negociado a 346,70 cents/lbp no de maio/26, além de uma valorização de 755 pontos, atingindo 338,85 cents/lbp no de julho/26.
Por sua vez, o robusta registrou um avanço de US$ 78, com valor de US$ 4,275/tonelada no contrato de março/26, um aumento de US$ 79, cotado a US$ 4,192/tonelada no de maio/26, e um ganho de US$ 76, com valor de US$ 4,100/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
Conforme a Safras & Mercado, as vendas da safra de café do Brasil para a safra 2026/27 atingiram cerca de 8% do potencial produtivo, comparado a 9% no mesmo período do ano anterior e uma média histórica de 17%. “Na prática, o preço futuro continua inferior ao preço físico imediato, o que desestimula a comercialização antecipada. Nesse cenário, o produtor limita o fluxo de vendas da nova safra e prioriza a negociação do café disponível”, avaliou o consultor de Safras, Gil Barabach.
Nas regiões monitoradas pelo Notícias Agrícolas, os preços acompanharam os fortes ganhos da bolsa de Nova York, com o Café Arábica Tipo 6 fechando em Guaxupé/MG a R$ 2.259,00/saca, um aumento de 3,72%, enquanto em Machado/MG subiu 3,30%, negociado a R$ 2.190,00/saca, e em Varginha/MG registrou um ganho de 3,15%, com valor de R$ 2.290,00/saca. O Cereja Descascado encerrou com um ganho de 3,04% em Varginha/MG, cotado a R$ 2.370,00/saca, e um avanço de 2,26% em Campos Gerais/MG, com valor de R$ 2.265,00/saca.










