Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Clima mais favorável impulsionou produtividade do café no Brasil, mas...

Condições climáticas benéficas aumentaram a produção de café no Brasil, porém…

No ano de 2025, a irregularidade das chuvas, juntamente com altas temperaturas, impactou o desenvolvimento das lavouras.

A safra de café de 2026/27 no Brasil está se desenvolvendo em condições climáticas mais favoráveis em comparação aos anos anteriores, segundo informações de pesquisadores do Cepea. No entanto, análises indicam que a irregularidade das chuvas e picos de temperatura superiores a 34°C acendem um alerta para os produtores em relação à produtividade e à qualidade dos grãos.

Especialistas da Fundação Procafé destacaram que os últimos meses de 2025 foram caracterizados por uma forte instabilidade climática, afetando as principais regiões cafeeiras do Brasil (Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Triângulo e Mogiana Paulista). Dados da Fundação revelam que, em dezembro de 2025, as precipitações ficaram abaixo da média, resultando em algumas localidades encerrando o ano com armazenamento, mas também com déficit hídrico. Por exemplo, Varginha fechou o ano passado com um armazenamento de 82,4 mm, enquanto o esperado era de 260 mm, totalizando apenas 245 mm. Boa Esperança, por sua vez, registrou um déficit de 52 mm, e Guapé teve uma insuficiência de 152 mm.

De acordo com os especialistas da Procafé, outro grande desafio enfrentado pelos produtores nos últimos meses é a divergência das chuvas entre diferentes regiões, além do fato de que, muitas vezes, dentro de uma mesma cidade, a precipitação varia em intensidade. “A região do sul de Minas mostrou essa enorme discrepância. Isso tem ocorrido com mais frequência nos últimos anos. Por exemplo, às vezes na fazenda experimental chove 50, 70 mm, enquanto na fazenda do meu pai, que está praticamente na mesma cidade, chove apenas 10, 20 ou 30 mm”, explicou o engenheiro agrônomo do Procafé, Rodrigo Naves Paiva, em um podcast da fundação.

O engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura, Jonas Leme Ferraresso, menciona que o início da florada para o ciclo 2026/27 foi marcado por escassez de chuvas, e a pós-florada apresentou um clima irregular. Agora, enfrentamos um cenário com chuvas muito localizadas. “Estamos observando um fenômeno de chuvas concentradas em poucos dias, o que não é tão eficaz para uma cultura agrícola como o café. O ideal é que o volume seja distribuído ao longo do mês. Também tivemos um pico de temperatura fora da margem histórica próximo ao Natal, cerca do dia 23, um pouco antes do Natal até o Ano Novo”, completou.

Jonas ressalta que, apesar desse cenário climático, as lavouras estão se desenvolvendo com um vigor satisfatório, mas o excesso de chuvas pode prejudicar alguns manejos. “A umidade excessiva pode favorecer a propagação de pragas e doenças, como a broca do café, que é uma das principais preocupações dos produtores, pois pode causar perdas significativas na produção. Não temos um controle efetivo da broca do cafeeiro como tínhamos antigamente. Além disso, as chuvas excessivas dificultam a atividade de roçada e a adubação”, alertou o agrônomo.

Informações da Procafé indicam que, para 2026, a produção cafeeira no Brasil não enfrentará um problema de peneira tão grave quanto o de 2024. “Se aquela temperatura entre Natal e Ano Novo tivesse ocorrido em setembro ou outubro, teríamos o mesmo problema de 2024”, enfatizaram os especialistas.

“O essencial agora é que os produtores se mantenham preparados para enfrentar os desafios que surgirem. No entanto, com um manejo adequado e condições climáticas favoráveis, a safra de 2026 pode ser um grande sucesso”, projetou Ferraresso.

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