Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Cooxupé Pode Reduzir Exportação de Café em 2026, Mesmo com Negociações no Radar com os EUA

Cooxupé Pode Diminuir a Exportação de Café em 2026, Apesar de Estar em Discussões com os EUA.

A cooperativa Cooxupé, a maior exportadora de café do Brasil, projeta que sua exportação deve alcançar 4,4 milhões de sacas de 60 kg em 2026, o que representa uma redução de cerca de 500 mil sacas em comparação ao ano anterior, reflexo de uma safra menor prevista para 2025. Essa situação afetará os embarques no primeiro semestre, conforme afirmou Luiz Fernando dos Reis, superintendente comercial da cooperativa.

Adicionalmente, essa queda nas exportações ocorre após os Estados Unidos, que são os maiores consumidores globais, terem aumentado seus estoques com cafés de outras origens, como o da Colômbia. Isso se deu após um período em que as tarifas impostas por Donald Trump ao café brasileiro complicaram as transações, que ainda não se normalizaram, segundo o superintendente.

Com sede em Guaxupé (MG) e atuação nas principais regiões cafeeiras de Minas Gerais e São Paulo, a Cooxupé se dedica exclusivamente à exportação de café arábica, enfrentando a concorrência direta da Colômbia, que é reconhecida pela qualidade de seus arábicas.

As estimativas indicam que a produção de café no Brasil deve alcançar um recorde em 2026, impulsionada pelas lavouras de arábica, de acordo com consultorias privadas.

“Nossos clientes adquiriram todo o café e cumpriram os contratos durante o período das tarifas, de agosto a novembro. No entanto, nesse intervalo, não realizamos novos negócios com os EUA. Isso é um desafio”, declarou o superintendente, lembrando que as taxas tornaram o café brasileiro muito caro no final do ano passado.

“Os americanos formaram um certo estoque com cafés de outras origens. E os estoques de cafés brasileiros estão extremamente baixos”, acrescentou ele, que recentemente retornou de uma conferência do setor nos EUA.

Reis observou que ainda existem incertezas em relação às transações com o Brasil. “Ainda não retomamos negociações normais com os EUA; estamos passando por um novo processo de investigação…”, comentou ele, referindo-se à investigação comercial em curso nos EUA, apesar da suspensão das tarifas.

De acordo com o superintendente comercial da maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, esse processo gera “dúvidas” entre os participantes, o que limita a assinatura de contratos de longo prazo.

“Temos um mercado a ser retomado, que paga bons preços. Precisamos de todos os mercados abertos para aumentar nosso poder de barganha com os outros”, completou. “Enfrentamos o desafio de recuperar o mercado americano, que ainda não voltou ao normal em relação às compras do Brasil.”

No primeiro bimestre, conforme dados do conselho de exportadores Cecafé, os Estados Unidos se posicionaram como o segundo maior destino do café brasileiro, atrás da Alemanha. As exportações para os norte-americanos caíram 45,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 655.998 sacas.

Safra maior, embarque menor

Durante uma coletiva de imprensa na feira de máquinas e implementos agrícolas Femagri, em Guaxupé, Reis mencionou que os embarques totais da cooperativa (incluindo o mercado interno) devem somar 5,8 milhões de sacas neste ano, em comparação a 6,4 milhões em 2025.

O superintendente comercial comentou que, com a expectativa de uma produção maior em 2026, os embarques podem ser ampliados no segundo semestre, uma vez que a cooperativa já estará contando com a nova safra.

Ele também indicou que as exportações no primeiro semestre de 2027 devem avançar, impulsionadas pelos maiores estoques gerados pela produção de 2026.

O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, destacou que a região está se preparando para uma safra um pouco melhor, concordando com Reis, mas não descartou a possibilidade de exportações maiores do que o esperado, caso a colheita supere as expectativas em 2026.

“Em anos de safra alta, geralmente ocorre uma redução nos embarques, enquanto em anos de safra baixa, o contrário acontece. Estamos enfrentando uma safra melhor e, portanto, os embarques tendem a ser menores”, observou Bachião Filho.

A colheita do café arábica, que segue um ciclo bienal de altos e baixos, tem início em meados do ano, aumentando os estoques no segundo semestre.

“Agora precisamos colher a safra para entender sua magnitude, e quem sabe Deus nos ajude a ter uma safra muito boa. Mesmo em um ano em que a expectativa é de embarque menor, podemos alcançar os níveis de embarque de 2025”, disse.

Segundo ele, isso seria fundamental para “conseguirmos exportar mais e não continuarmos a perder mercado internacional”.

Se isso persistir, “será um impacto negativo para todos os produtores do Brasil”.

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