Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Cooxupé projeta aumento nos recebimentos de café para 2026 e revisa suas estimativas.

 

SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) – A Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, anunciou nesta sexta-feira que espera aumentar os recebimentos de café em 2026 para 6,8 milhões de sacas de 60 kg, impulsionada pela previsão de crescimento na safra de grãos arábica, disseram representantes da entidade a jornalistas.

Segundo o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, os cooperados devem contribuir com 5,8 milhões de sacas recebidas pela cooperativa neste ano, enquanto 1 milhão de sacas virão de fontes externas (não cooperados).

Esse total representa um crescimento de 11,9% em comparação ao que a cooperativa recebeu em 2025 –6,075 milhões de sacas de café, das quais 4,8 milhões foram entregues pelos cooperados.

Apesar da meta estabelecida, Melo expressou o desejo de alcançar 7 milhões de sacas em recebimentos para 2026. Ele também mencionou que a cooperativa espera um crescimento na safra de aproximadamente 20%, com as plantações de arábica sendo favorecidas pelas condições climáticas e apresentando recuperação após anos de baixas produtividades.

EXPORTAÇÃO MAIOR

Com a expectativa de aumento nos recebimentos, a Cooxupé revisou sua previsão de embarques totais (exportação e mercado interno) para 2026, passando de 5,8 milhões para 6,1 milhões de sacas.

Considerando apenas a exportação da Cooxupé, a nova previsão para 2026 é de 5 milhões de sacas, em comparação com as 4,4 milhões de sacas estimadas na semana anterior.

Com essa revisão, a maior exportadora de café do Brasil deve expandir seus embarques internacionais em 2026 em 4,2% em relação a 2025 (4,8 milhões de sacas), diferente da expectativa anterior, que apontava uma redução anual de 500 mil sacas.

Os dirigentes da Cooxupé não explicaram os motivos para a alteração na projeção.

O presidente da cooperativa destacou que os estoques estão praticamente esgotados, após uma safra menor em 2025 e uma demanda elevada, o que requer cautela.

Ele também comentou que, apesar da maior safra em 2026, o ano pode ser desafiador devido a fatores geopolíticos, como a guerra no Golfo Pérsico, que eleva os custos com diesel para transporte rodoviário e atividades nas lavouras, além do aumento nas tarifas de frete marítimo.

Como consequência da guerra, Melo afirmou que a Cooxupé está cancelando planos de armazenagem de café na Arábia Saudita.

(Por Roberto Samora)

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