Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Exportações de café solúvel para EUA caíram 57% em outubro

Exportações de café solúvel aumentaram 14% em fevereiro.

No mês de fevereiro, as exportações de café solúvel do Brasil atingiram 7,4 mil toneladas, o que corresponde a 321,1 mil sacas de 60 kg. Esse volume embarcado registrou um crescimento de 14% em comparação às vendas do mesmo período do ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Em termos de receita cambial, houve um aumento de 10,8%, totalizando US$ 90,2 milhões no mês passado. “Esse resultado é o melhor para os meses de fevereiro nos últimos cinco anos e surpreende diante do atual contexto de mercado, especialmente com as taxas impostas pelos Estados Unidos. O aumento nas aquisições pelos próprios norte-americanos em fevereiro também demonstra a demanda por produtos brasileiros”, comentou o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, em nota.

Atualmente, o café em grão e o torrado e moído do Brasil estão isentos das tarifas da política tarifária do governo dos Estados Unidos. No entanto, o café solúvel continua a ser taxado em 10%. A Abics destacou que o impacto das tarifas ainda é visível na análise do primeiro bimestre de 2026, quando o Brasil embarcou 13,2 mil toneladas (573,7 mil sacas), volume que representa uma queda de 11,5% em relação aos dois primeiros meses de 2025. A receita também sofreu uma redução nesse mesmo comparativo, totalizando US$ 161,059 milhões.

“Observamos que a performance de fevereiro ajudou a minimizar a queda nas exportações para os EUA ao longo do ano, embora a redução da tarifa de 50% para novas taxas de 10% comece a surtir efeito apenas a partir deste mês de março. Isso pode ser um sinal positivo para os embarques nos próximos meses”, comentou Lima. Ele acrescentou que a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deverá permitir que o tratado entre em vigor nos próximos meses, resultando em uma redução gradual das tarifas de 9% que o café solúvel brasileiro enfrenta para acessar o bloco europeu. “A Europa é nosso segundo principal destino como bloco, e o ajuste entre a UE e o Mercosul nos traz esperança e abre oportunidades para o Brasil aumentar os embarques”, afirmou o dirigente.

Principais importadores
No primeiro bimestre de 2026, os EUA foram os principais compradores do café solúvel brasileiro, importando 1,7 mil toneladas (76,7 mil sacas), um volume 2,5% menor do que o registrado nos mesmos dois meses de 2025. Fechando o top 3, estão a Rússia, que adquiriu 1,1 mil toneladas (50,3 mil sacas) do produto, com um crescimento de 18,5% em comparação ao primeiro bimestre do ano passado, e a Argentina, com 1,1 mil toneladas (47,2 mil sacas), representando uma queda de 2,6% no comparativo anual.

Mercado interno
Dando continuidade a uma evolução iniciada há uma década, o consumo interno de café solúvel no Brasil cresceu 15,1% no primeiro bimestre de 2026, segundo a Abics. O mercado nacional absorveu 4,1 mil toneladas (179,6 mil sacas), superando as 3,6 mil toneladas (156 mil sacas) do ano anterior. “Nosso estudo de mercado indica uma crescente preferência dos consumidores brasileiros pelo café solúvel, refletindo as estratégias bem-sucedidas das indústrias do setor, que continuam investindo na otimização da qualidade e no desenvolvimento de novos produtos e embalagens para os consumidores do país”, concluiu o diretor executivo da Abics.

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