Os preços apresentavam comportamentos opostos na manhã desta segunda-feira (09)
Na manhã desta segunda-feira (09), os preços do café mostravam tendências divergentes nas bolsas internacionais, com os futuros de Nova York registrando uma queda acentuada após a estimativa da Conab, divulgada na última quinta-feira (05), indicar um aumento de 23,2% na produção de café arábica para esta temporada no Brasil.
Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento revelam que a produção brasileira em 2026 deve crescer 17,2% em relação ao ano anterior, alcançando um recorde de 66,2 milhões de sacas. A produção de arábica deve totalizar 44,1 milhões de sacas, enquanto a de robusta deve aumentar 6,3% em relação ao ano passado, somando 22,1 milhões de sacas.
Pesquisadores do Cepea indicam que as condições climáticas favoráveis em grande parte de janeiro e a expectativa de umidade contínua no início de fevereiro são fatores que podem beneficiar o enchimento dos grãos, uma fase crucial para a safra de café.
No entanto, apesar das previsões otimistas para a safra brasileira em 2026, especialistas alertam que os estoques mundiais continuam apertados, e o cenário de oferta e demanda deverá permanecer em déficit por pelo menos mais duas temporadas.
Por volta das 9h50 (horário de Brasília), o café arábica apresentava uma queda de 320 pontos, cotado a 293,35 cents/lbp para o contrato de março/26, e uma diminuição de 195 pontos, negociado a 287,35 cents/lbp para maio/26, além de uma perda de 255 pontos, com o valor de 281,45 cents/lbp para julho/26.
O café robusta operava em alta, com um ganho de US$ 27, cotado a US$ 3,782/tonelada no contrato de março/26, um aumento de US$ 44, com o valor de US$ 3,712/tonelada para maio/26, e uma valorização de US$ 39, alcançando US$ 3,626/tonelada para julho/26.
Fonte:
Notícias Agrícolas











