Com a expectativa de um aumento na produção global de café, o Rabobank anunciou nesta quarta-feira (25) que a produção mundial deverá alcançar o recorde de 180 milhões de sacas na safra 2026/27, o que representa um crescimento de cerca de 8 milhões de sacas em relação ao ano anterior. Em decorrência disso, os preços do café encerraram a sessão desta quinta-feira (26) com quedas moderadas nas bolsas internacionais.
Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Gil Barabach, houve recentemente uma reaproximação dos diferenciais entre o café arábica e o conilon/robusta. “Em 2024, tivemos um aumento nos preços do arábica devido à quebra de safra, seguido por um 2025 de consolidação desse movimento de alta, e agora estamos
trabalhando em 2026 com um cenário de correção, diante da expectativa de um melhor abastecimento. O conilon/robusta em 2024 também sentiu esse aumento de preços
por conta da quebra da safra no Vietnã, passou para um 2025 de correção com a recuperação da oferta e agora enfrenta uma transição para a normalidade no mercado futuro”, explicou o analista.
Conforme informações do Cepea, o clima deste mês tem favorecido o desenvolvimento da safra brasileira de café 2026/27, com chuvas significativas nas áreas de cultivo de arábica. Esse cenário mantém expectativas positivas para a atual temporada, que pode ser a primeira desde a safra 2020/21 a superar o patamar de 60 milhões de sacas no Brasil (somando arábica e robusta), o que seria um recorde.
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Na Bolsa de Nova Iorque, o arábica fecha com uma queda de 230 pontos, cotado a 286,00 cents/lbp no vencimento de março/26, e um recuo de 255 pontos, negociado a 282,30 cents/lbp no de maio/26, além de uma baixa de 250 pontos, valendo 277,40 cents/lbp no de julho/26.
Por sua vez, o robusta apresenta uma perda de US$ 70, com a cotação em US$ 3,689/tonelada no contrato de março/26, uma desvalorização de US$ 64, com valor de US$ 3,639/tonelada no de maio/26, e uma queda de US$ 61, ao preço de US$ 3,569/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
De acordo com informações da Reuters, a recente tendência de baixa parece estar perdendo força, e os agricultores brasileiros estão relutantes em vender ao preços atuais.
Nas áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas, o mercado físico brasileiro encerra o pregão praticamente estagnado, apresentando apenas uma queda de 2,81% no Café Arábica Tipo 6 em Machado/MG, cotado a R$ 1.730,00/saca.











