Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Cenário da produção do café conilon para 2026 é heterogêneo no Brasil

Perspectivas da produção de café conilon no Brasil para 2026 são variadas.

A safra não deve igualar o recorde do ciclo anterior, mas as expectativas para a produção no ES e BA são otimistas.

Após uma safra considerada um recorde histórico em 2025, com produção estimada entre 18 e mais de 20 milhões de sacas (um aumento superior a 40% em relação a 2024), o café conilon/robusta brasileiro enfrenta agora um cenário de otimismo moderado para esta temporada no país.

No primeiro levantamento da safra de café para 2026 no Brasil, divulgado pela Conab no início de fevereiro, a Companhia projeta um ciclo de alta bienalidade na maioria das regiões produtoras, com um crescimento de 17,1% em relação à safra colhida no ciclo anterior, totalizando 66,2 milhões de sacas beneficiadas. Deste total, a produção do conilon é esperada em 22,1 milhões de sacas (aumento de 6,4%), com o Espírito Santo, maior produtor da espécie, alcançando 14,8 milhões de sacas (+5%), a Bahia em torno de 3,4 milhões de sacas (+4,2%), e o maior crescimento sendo registrado em Rondônia, com um desempenho 18,3% superior ao da safra passada, totalizando 2,7 milhões de sacas.

Dados indicam que as áreas de conilon no Brasil, especialmente nos estados do Espírito Santo e Bahia, apresentaram condições mais favoráveis para o desenvolvimento da safra 25/26, com níveis de precipitação dentro da média. No entanto, um relatório da Pine Agronegócios, elaborado após uma visita para avaliar a produtividade das principais áreas cafeeiras do Brasil, revela que, apesar de uma boa florada, um estresse hídrico em meados de agosto do ano passado prejudicou as lavouras. “A falta de água foi significativa em Rondônia, na principal região produtora de café conilon do estado, afetando a produtividade antes da florada. Observamos que, após a segunda quinzena de novembro, as condições climáticas melhoraram para as lavouras no Espírito Santo e Rondônia, mas o potencial produtivo foi reduzido devido à condição das lavouras antes da florada e aos manejos mais rigorosos no Espírito Santo. É importante ressaltar que os manejos de poda terão efeitos positivos para a temporada 27/28, embora isso implique em uma redução da safra neste ano. Contudo, se tivermos um bom cenário climático em 2026 e 2027, poderemos ter uma safra significativa”, conclui o documento.

Apesar das boas perspectivas de produção, o presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, avalia uma produção ligeiramente inferior à registrada no ciclo anterior na área atendida pela cooperativa. “O ano de 2025 será lembrado com carinho pelos cafeicultores. Foi um ano excelente em termos de preços, clima e produtividade, resultando em uma safra satisfatória. Agora, em 2026, ainda não tivemos um período de chuvas consistentes. Aquela chuva leve, que realmente hidrata o solo e recupera os reservatórios, não ocorreu. Acredito que os grãos estão se formando bem, mas notamos que as plantas que produziram em 2025 não terão o mesmo desempenho em 2026. No entanto, muitas lavouras novas estão surgindo, o que deve elevar a produção um pouco”, enfatizou Bastianello.

Nos últimos anos, muitos cafeicultores brasileiros expandiram suas áreas de produção de conilon, com algumas já colhendo na safra 26/27. O levantamento da Conab aponta que a área total cultivada com a variedade, estimada em 442,3 mil hectares, representa um aumento de 6,5% em relação à safra passada. Desse total, 386,8 mil hectares são destinados à produção e 55,5 mil hectares estão em formação para produção futura.

Entretanto, segundo o relatório da consultoria Pine Agronegócios, existe uma divergência evidente na área de produção de Conilon. “De acordo com dados do IBGE, analisando os três principais estados produtores (ES, RO e BA), observamos uma redução de 20,63% na área plantada entre 2012 e 2024. Embora tenhamos notado uma pequena substituição de áreas de café por outras culturas em Rondônia entre 2014 e 2021, a observação de imagens via satélite e consultas locais não corroboram uma redução de 65% da área, como aponta o IBGE. Destacamos que a situação de Rondônia é apenas um exemplo, pois até mesmo o Espírito Santo apresenta redução de área, mas, considerando a aptidão das terras e as condições de relevo, essa diminuição não ocorreu”, ressalta a análise.

“Ano passado, a produção de conilon foi superior ao que se espera para este ciclo 26/27, mas é importante ressaltar que, ainda assim, é uma safra superavitária”, destaca o sócio diretor da Pine, Vicente Zotti.

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