As vendas da safra de café do Brasil para 2026/27, que será colhida neste ano, alcançaram aproximadamente 8% do potencial produtivo, em comparação a 9% no mesmo período do ano anterior e uma média histórica de 17%, segundo dados da consultoria Safras & Mercado divulgados nesta segunda-feira.
As negociações continuam “arrastadas”, avaliou o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach.
De acordo com ele, o mercado invertido — onde o contrato para setembro de 2026 na bolsa de Nova York é negociado a valores inferiores ao preço do mercado disponível — continua impactando as transações da nova safra.
“Na prática, o preço futuro se mantém abaixo do preço físico imediato, o que desincentiva a comercialização antecipada. Diante dessa situação, o produtor continua restringindo o fluxo de vendas da nova safra e priorizando a negociação do café disponível”, afirmou Barabach.
A diferença de preços entre o mercado físico disponível e a safra futura está em torno de R$210 por saca, conforme o relatório da Safras.
Conforme o levantamento mensal de Safras & Mercado, até 20 de janeiro, cerca de 76% da safra antiga (2025/26) de café do Brasil já havia sido comercializada, um avanço de sete pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Apesar disso, o ritmo permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (85%) e inferior à média dos últimos cinco anos (79%).










